
Brasil Sub-16 é tricampeão do Torneio de Montaigu 2026 ao Vencer Portugal
Em uma final marcada por intensidade, disciplina tática e eficiência defensiva, a Seleção Brasileira Masculina Sub-16 conquistou o título do 53º Torneio Internacional de Montaigu, na França, ao vencer Portugal por 1 a 0 nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026. O gol decisivo foi marcado por Rodrigo, do Vasco da Gama, de pênalti aos 31 minutos do primeiro tempo, no Estádio Maxime Bossis, em Montaigu. Com o triunfo, o Brasil sagrou-se tricampeão da competição — uma das mais tradicionais de categorias de base no mundo —, repetindo os êxitos de 1984 e 2022.
A conquista reforça o protagonismo brasileiro na formação de talentos e o trabalho do técnico Guilherme Dalla Déa, que comandou uma equipe comprometida, madura e capaz de superar adversários de diferentes escolas futebolísticas. Diante de uma Portugal combativa, que chegou invicta e sem sofrer gols até a final, o Brasil soube controlar o jogo, explorar o momento certo e segurar o resultado com garra coletiva.
O caminho até a final: Equilíbrio, evolução e vitórias convincentes: O Torneio de Montaigu, disputado desde 1976, reúne seleções Sub-16 de diversos continentes e serve como importante vitrine para observadores internacionais e formação de futuras estrelas. Em 2026, o Brasil integrou o Grupo A ao lado de Costa do Marfim, China e França. A estreia, em 31 de março, terminou com um empate por 1 a 1 contra a Costa do Marfim. O gol brasileiro foi marcado por Leo, demonstrando desde o início a capacidade de reação do time. Apesar do resultado igualitário, a partida serviu para ajustes táticos e observação do estilo africano, conhecido pela força física e velocidade.
Na segunda rodada, em 2 de abril, o Brasil venceu a China por 1 a 0, com gol de Arthur Diniz. Foi uma vitória sofrida, caracterizada por boa organização defensiva e paciência na construção ofensiva contra uma equipe asiática bem postada. O resultado credenciou a Canarinho à liderança provisória do grupo. O ápice da fase de grupos veio em 4 de abril, com uma goleada por 3 a 0 sobre a França, dona da casa. O triunfo convincente, com gols bem distribuídos, mostrou a superioridade brasileira em transições rápidas e aproveitamento de bolas paradas. Com sete pontos (uma vitória, um empate e uma vitória, saldo de gols positivo), o Brasil garantiu a primeira colocação do Grupo A e o direito de disputar a final contra Portugal, vencedor do Grupo B (composto por Japão, México e Peru). A campanha invicta — três vitórias e um empate, com cinco gols marcados e apenas um sofrido — destacou a solidez coletiva. O técnico Dalla Déa alternou formações, priorizando um 4-3-3 ou 4-2-3-1 flexível, com ênfase em marcação alta no primeiro tempo e compactação no segundo.
A final: Controle brasileiro, pênalti decisivo e defesa heroica: Portugal chegou à decisão com moral elevado, invicta e sem sofrer gols em toda a competição. A equipe lusitana, treinada com foco em posse de bola e saída de jogo trabalhada, propôs um duelo equilibrado desde os primeiros minutos. O Brasil iniciou com uma escalação competitiva, contando com destaques como o zagueiro Lucas Miranda (São Paulo), capitão e pilar da defesa; o volante Jean Carlos; Crystian Gabriel; e no ataque, Rodrigo Jr. (Vasco), que já havia mostrado faro de gol em jogos anteriores da base. Outros nomes de clubes brasileiros, incluindo trio do Bahia e um atleta do Vitória, integraram o elenco, reforçando a diversidade de origens.
O primeiro tempo foi de estudo mútuo. Portugal dominou a posse inicial, mas o Brasil foi mais direto nas transições. Aos 31 minutos, o lance decisivo: jogada pela direita, invasão na área e pênalti claro marcado pela arbitragem. Rodrigo, com frieza impressionante, deslocou o goleiro português e abriu o placar. Foi seu primeiro gol no torneio, mas o mais importante de sua jovem carreira até aqui. “A sensação de fazer o gol do título é incrível. Foi um jogo muito difícil, com muito duelo”, declarou o atacante após a partida.
No segundo tempo, Portugal pressionou em busca do empate, criando algumas chances em cruzamentos e chutes de média distância. No entanto, a defesa brasileira, liderada por Miranda e bem protegida pelos volantes, mostrou maturidade excepcional. O goleiro brasileiro realizou defesas importantes, e o time soube administrar o resultado com trocas oportunas, mantendo a compactação e explorando contra-ataques. O apito final confirmou o 1 a 0 e o tricampeonato. Estatísticas da final refletem o equilíbrio com leve superioridade verde-amarela: Brasil com maior número de finalizações perigosas e melhor aproveitamento de bolas paradas; Portugal com posse ligeiramente superior, mas baixa efetividade. Cartões amarelos foram distribuídos, mas sem expulsões, em um jogo limpo e de alto nível técnico.
Destaques individuais e trabalho coletivo: Lucas Miranda, do São Paulo, foi um dos grandes nomes da campanha. Como capitão, organizou a zaga com liderança e precisão nos desarmes, sendo fundamental na manutenção do gol zero na maior parte dos jogos. Jean Carlos e Crystian Gabriel comandaram o meio-campo, oferecendo equilíbrio entre defesa e criação. No ataque, Rodrigo brilhou na hora certa, enquanto nomes como Arthur Diniz, Leo e outros contribuíram com gols importantes ao longo da competição. O técnico Guilherme Dalla Déa merece destaque pela gestão do grupo. Após conquistas recentes como a Copa 2 de Julho e a Conmebol Liga Evolução, ele priorizou a exposição a diferentes estilos: africano (força), asiático (organização) e europeu (posse). “O Torneio de Montaigu é fantástico, com várias escolas diferentes. Muito bom para a formação e preparação desses jovens com foco no futuro da Seleção Brasileira”, afirmou o comandante.
Importância histórica e projeções para o futuro: Com o título de 2026, o Brasil se consolida como a nação sul-americana com mais conquistas em Montaigu, superando a Argentina (dois títulos). A competição tem revelado talentos que brilharam na Seleção principal, como integrantes da geração campeã em 2022 (Endrick, Luís Guilherme, Pedrinho). A edição 2026 segue essa tradição, formando atletas prontos para os desafios da base e, futuramente, da Seleção Principal. A vitória sobre Portugal tem sabor especial: representa o triunfo da escola brasileira de formação — criativa, resiliente e coletiva — contra uma tradição europeia sólida. Portugal, vice-campeã, sai com moral pela campanha, mas sentiu o peso da primeira derrota e do primeiro gol sofrido. Para os jogadores, a experiência internacional é inesquecível. “Estava todo mundo muito comprometido. É um torneio muito legal. A gente aprende com escolas, culturas diferentes”, resumiu Miranda.
Conclusão: Base sólida para o futuro do futebol brasileiro: A conquista do Torneio de Montaigu 2026 não é apenas mais um troféu na galeria da CBF. É a demonstração de que o investimento nas categorias de base, combinado com planejamento tático inteligente e dedicação dos atletas, continua produzindo frutos. Em um calendário cada vez mais exigente, com competições sul-americanas e intercontinentais, o Brasil mantém sua tradição de revelar craques. Guilherme Dalla Déa e sua comissão técnica voltam ao Brasil com a missão cumprida e valiosas observações para os próximos ciclos. Os jovens campeões, por sua vez, carregam na bagagem não só uma medalha, mas lições de superação, trabalho em equipe e amor à amarelinha que certamente os acompanharão em suas carreiras. Enquanto a torcida brasileira celebra mais um título de base, o futebol mundial observa: a fábrica de talentos do Brasil segue funcionando a pleno vapor. O hexa da principal pode estar distante, mas o futuro da Canarinho brilha forte com essa geração Sub-16.
| Rodrigo Júnior 31' |
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1 : 0 |
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| • Data: 6 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: ? |
Local: ? |
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| • Competição: Torneio de Montaigu |
Fase: Final |
Grupo: # |
Rodada: # |
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| • Estádio: Sem Registro |
Capacidade: None |
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| • Cidade: França |
Público: None |
Renda: Não Divulgada |
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| • Árbitro: Sem Registro |
VAR: Sem Registro |
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| • Assistente 1: Sem Registro |
Assistente 2: Sem Registro |
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| DT: Guilherme Dalla Déa 4-3-3 |
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| 20 |
|Victor Bastianele |
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40' |
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| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 1 x 0 |
0 x 0 |
1 x 0 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
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Tempo |
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Cartões |
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75' |
 |
Victor Bastianele |
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| 30'/1º |
Rodrigo Jr. (Pen) |
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1 : 0 |
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• Observação: Com esse resultado o Brasil sagrou-se tricampeão do torneio;
• Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Portugal: Camisa Grená, Calção Verde e Meias Grená (Nike);
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