
Brasil 5 x 3 Uruguai: uma vitória marcante no Sul-Americano Sub-17 Feminino
Na noite da última segunda-feira (27), a Seleção Brasileira Feminina Sub-17 conquistou uma vitória importante sobre o Uruguai por 5 a 3, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Sul-Americano Sub-17, disputado no Estádio Ameliano Villeta, no Paraguai. O resultado não apenas garantiu os três pontos, mas também colocou o Brasil na liderança do Grupo B, com seis pontos, consolidando o bom início da equipe na competição
Primeiros Minutos Intensos: O jogo começou em ritmo acelerado. Logo aos dois minutos, Carol Melo fez uma bela jogada pelo meio e encontrou Pinho, que avançou até a área, mas finalizou para fora. Pouco depois, aos quatro minutos, Nicolly sofreu pênalti e Helena converteu com categoria, abrindo o placar para o Brasil. A pressão inicial mostrava a postura ofensiva da equipe comandada por Rilany Silva. Apesar do domínio brasileiro, o Uruguai não se intimidou. Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, Sanchez aproveitou a oportunidade e empatou a partida. O Brasil respondeu rapidamente: Nicolly, atenta à saída equivocada da goleira Luzmila, marcou o segundo gol da Amarelinha. No entanto, antes do intervalo, Sanchez voltou a aparecer e, aproveitando falha defensiva, deixou tudo igual novamente: 2 a 2.
Segundo Tempo Eletrizante: Na volta do intervalo, a intensidade aumentou ainda mais. O Brasil manteve o controle das ações ofensivas, mas o Uruguai mostrava eficiência nos contra-ataques. Aos 69 minutos, Gigi protagonizou uma jogada memorável: carregou a bola desde o campo defensivo, driblou adversárias e serviu Nicolly, que marcou seu segundo gol na partida e o terceiro do Brasil. Pouco depois, Mari Gigante ampliou com um golaço, driblando a defesa uruguaia e finalizando com precisão da entrada da área. O Uruguai ainda conseguiu descontar, mostrando resiliência, mas Gigi, em noite inspirada, marcou o quinto gol brasileiro, selando a vitória por 5 a 3.
Análise Tática: A Seleção Brasileira apresentou uma postura ofensiva desde o início, com linhas avançadas e pressão constante sobre a saída de bola uruguaia. O meio-campo, liderado por Carol Melo e Sarah, foi fundamental para a transição rápida entre defesa e ataque. No entanto, a defesa mostrou vulnerabilidades, especialmente em bolas paradas, o que permitiu ao Uruguai marcar dois de seus três gols. A técnica Rilany Silva demonstrou capacidade de ajustar a equipe durante o jogo, mantendo o ritmo ofensivo e explorando a velocidade das atacantes. A entrada de Mari Gigante no segundo tempo foi estratégica, trazendo mais profundidade e resultando em gol.
Importância da Vitória: Com o triunfo, o Brasil chegou a seis pontos e assumiu a liderança do Grupo B. O resultado fortalece a confiança da equipe, que busca o hexacampeonato da competição. Além disso, a vitória sobre um adversário tradicional como o Uruguai reforça o potencial da nova geração de jogadoras brasileiras. O desempenho ofensivo foi animador, com cinco gols marcados em uma partida de alto nível. Contudo, a comissão técnica terá de trabalhar para corrigir falhas defensivas, especialmente em jogadas aéreas, que se mostraram vulneráveis.
Perspectivas para o Torneio: O Sul-Americano Sub-17 é uma competição crucial para revelar talentos e preparar futuras estrelas do futebol feminino. A campanha brasileira até aqui mostra equilíbrio entre experiência e juventude, com jogadoras que já se destacam em clubes nacionais e outras que começam a ganhar projeção internacional. A vitória contra o Uruguai coloca o Brasil em posição privilegiada para avançar às fases decisivas. Com a confiança elevada e o ataque funcionando bem, a expectativa é de que a equipe mantenha o ritmo e busque mais uma conquista continental.
Conclusão: O confronto entre Brasil e Uruguai foi um espetáculo de intensidade e qualidade técnica. A Seleção Brasileira mostrou força ofensiva, resiliência diante dos empates e capacidade de decidir nos momentos cruciais. Nicolly, Helena, Gigi e Mari Gigante foram protagonistas de uma vitória que ficará marcada na trajetória da equipe neste Sul-Americano Sub-17. Com o placar de 5 a 3, o Brasil não apenas garantiu a liderança do grupo, mas também reafirmou sua tradição no futebol feminino de base. O próximo desafio será manter a consistência e corrigir os pontos frágeis, para que a equipe siga firme rumo ao objetivo maior: conquistar mais um título e consolidar o futuro promissor da modalidade no país.
| Helena Rodrigues, 5'Nicolly da Silva, 32', 69'Mariana Oliveira, 83'Giovanna Pires, 90'+3 |
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5 : 3 |
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Siamara Sánchez, 19', 44'Oriana Perez , 85' |
| • Data: 27 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: 20:00 |
Local: 19:00 |
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| • Competição: Sul-Americano U17 de 2025 |
Fase: Primeira Fase - Grupo B - 2ª Rodada |
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| • Estádio: Estádio Ameliano Villeta |
Local: Villeta (Paraguai) |
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| • Capacidade: 7.000 Espectadores |
Público: none |
Renda: none |
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| • Árbitra: Erika Sánchez (Colômbia) |
4ª Árbitra: Luciana Sánchez (Argentina) |
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| • Assistente 1: Carolina Vicuña (Colômbia) |
Assistente 2: Laura Loioza (Colômbia) |
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| 22 |
|Candelaria Ibarra |
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39' |
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| DT: Rilany da Silva 3-4-3 |
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| DT: Pablo Bazzani 4-1-4-1 |
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| 08 |
|Antonella Cordero |
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65' |
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| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 2 x 2 |
3 x 1 |
5 x 3 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
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| |
Tempo |
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Cartões |
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36'/1º |
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Candelaria Ibarra |
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| Andreyna Silva |
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06'/2º |
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| Nicolly da Silva |
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45'/2º |
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Luzmila Duarte |
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| (05'/1º) |
Helena Rodrigues (Pen) |
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1 x 0 |
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1 x 1 |
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Siamara Sánchez |
(19'/1º) |
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| (32'/1º) |
Nicolly da Silva |
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2 x 1 |
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|
2 x 2 |
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Siamara Sánchez |
(44'/1º) |
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| (24'/2º) |
Nicolly da Silva |
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3 x 2 |
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| (38'/2º) |
Mariana Oliveira |
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4 x 2 |
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4 x 3 |
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Oriana Tola (Cabeça) |
(40'/2º) |
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| (48'/2º) |
Giovanna Pires |
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5 x 3 |
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• Observação: As duas melhores colocadas classificam-se para a Fase Final da competição
• Candelaria Ibarra (39'/1º) e Letícia Almeida (44'/2º) se lesionaram e foram substituídas;
• No Outro Jogo do Grupo: Venezuela 0 x 1 Equador, Estadio Ameliano Villeta, Villeta Link Aqui
• Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Uniforme do Uruguai: Camisa Azul-Celeste, Calção e Meias Pretas (Puma);
| Classificação Grupo B |
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| P |
Seleção (Técnico) |
Pts |
Jgs |
Vit |
Emp |
Der |
GP |
GC |
SG |
Situação |
| 1º |
|Brasil (Rilany Silva) |
6 |
2 |
2 |
0 |
0 |
7 |
3 |
4 |
Na Disputa |
| 2º |
|Uruguai (Pablo Bazzani) |
3 |
2 |
1 |
0 |
1 |
6 |
5 |
1 |
Na Disputa |
| 3º |
|Equador (Victor Idrobo) |
3 |
1 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
1 |
Na Disputa |
| 4º |
|Venezuela (Dayana Frías) |
0 |
2 |
0 |
0 |
2 |
0 |
3 |
-3 |
Na Disputa |
| 5º |
|Peru (María Cáceres) |
0 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
3 |
-3 |
Na Disputa |
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• Regulamento: As duas melhores equipes classificam-se para a Copa do Mundo FIFA Sub 17. A terceira colocada disputará um play-off para ir ao mundial da categoria;
• Fonte de Pesquisa: Confederación Sudamericana de Fútbol (Conmebol) |
Próximo Jogo 1 de Maio - 20 h Estádio Ameliano Villeta Villeta (Paraguai) |
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Brasil estreia com vitória sólida sobre a Venezuela no Sul-Americano Sub-17 Feminino
A Seleção Brasileira Sub-17 iniciou sua caminhada no Campeonato Sul-Americano Feminino da categoria com uma vitória convincente por 2 a 0 sobre a Venezuela, em partida realizada no dia 25 de abril de 2026. O resultado não apenas garantiu os primeiros três pontos para a equipe, mas também reforçou a confiança do grupo em busca da classificação para a fase final e, consequentemente, da vaga no Mundial da FIFA.
Primeiro Tempo - Domínio Brasileiro e Gol Inaugural: Desde os minutos iniciais, o Brasil demonstrou superioridade técnica e tática. A equipe comandada por sua capitã Pepe organizou-se em um esquema 3-4-2-1, que permitiu maior controle do meio-campo e liberdade para as alas avançarem. A Venezuela, por sua vez, optou por um 4-1-4-1 mais conservador, tentando bloquear os espaços e explorar contra-ataques. O gol inaugural saiu ainda na primeira etapa, fruto da pressão constante da seleção brasileira. A atacante Giovanna, uma das mais bem avaliadas em campo, aproveitou uma jogada trabalhada pela direita e finalizou com precisão, abrindo o placar. O gol refletiu o domínio brasileiro, que manteve a posse de bola e criou diversas oportunidades, enquanto a Venezuela se limitava a defender e buscar escapadas rápidas.
Segundo Tempo - Ajustes e Confirmação da Vitória: Na volta do intervalo, a Venezuela tentou se reorganizar, mas o Brasil manteve o ritmo. As substituições realizadas pela técnica brasileira mostraram-se eficazes:Mariana entrou bem, reforçando a marcação, enquanto Helena deu mais mobilidade ao ataque. A segunda bola na rede veio após uma jogada coletiva, em que Mariana. aproveitou o espaço deixado pela defesa venezuelana e ampliou o marcador. Com 2 a 0 no placar, o Brasil passou a administrar o jogo, sem abrir mão da intensidade. A defesa, liderada por Eloisa e Yasmin, mostrou segurança, neutralizando as tentativas adversárias. A goleira Nathália Cardoso, embora pouco exigida, manteve concentração e garantiu a solidez defensiva.
Análise Tática: O Brasil mostrou maturidade ao controlar o ritmo da partida. O esquema 3-4-2-1 permitiu superioridade numérica no meio-campo, dificultando a saída venezuelana. A amplitude dada pelas alas foi decisiva para abrir espaços, e a pressão alta impediu que a Venezuela respirasse. A equipe adversária, ao optar por um 4-1-4-1, buscou compactação defensiva, mas não conseguiu conter a intensidade brasileira. A falta de profundidade ofensiva e a baixa eficácia nas transições limitaram suas chances de reação.
Perspectivas para o Torneio: O Campeonato Sul-Americano Sub-17 é crucial não apenas pelo título continental, mas também pela classificação ao Mundial da categoria. O Brasil, tradicional potência no futebol feminino, busca reafirmar sua hegemonia e revelar novos talentos. Jogadoras como Giovana Pires, Kaillany Ranifah e Andreyna da Silva. já despontam como promessas para o futuro da seleção principal. A vitória inicial é um passo importante, mas a caminhada ainda é longa. O desafio será manter a consistência e a intensidade contra adversários que tendem a oferecer maior resistência. A comissão técnica terá de equilibrar a rotação do elenco com a necessidade de resultados imediatos.
Conclusão: O Brasil Sub-17 feminino estreou com autoridade no Sul-Americano, vencendo a Venezuela por 2 a 0 em uma atuação sólida e convincente. O jogo evidenciou a força coletiva da equipe, a qualidade técnica das atletas e a capacidade de adaptação tática. Mais do que os três pontos, o resultado representa um sinal claro de que o Brasil está pronto para lutar pelo título e pela vaga no Mundial.
| Giovanna Pires, 22'Mariana Oliveira, 73' |
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2 : 0 |
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| • Data: 25 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: 20:00 |
Local: 19:00 |
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| • Competição: Sul-Americano U17 |
Fase: Primeira Fase - Grupo B - 1ª Rodada |
|
| • Estádio: Estádio Ameliano Villeta |
Local: Villeta (Paraguai) |
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| • Capacidade: 7.000 Espectadores |
Público: none |
Renda: none |
|
| • Árbitra: Luciana Sánchez (Argentina) |
4ª Árbitra: Valentina Velásquez (Chile) |
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| • Assistente 1: Diana Milone (Argentina) |
Assistente 2: María Bevilacqua (Argentina) |
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| 08 |
|Astrid Granadillo |
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84' |
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| 11 |
|Anabella Figueredo |
|
78' |
|
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| DT: Rilany da Silva 3-4-3 |
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| 04 |
|Andreyna da Silva |
|
60' |
|
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|
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| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 1 x 0 |
1 x 0 |
2 x 0 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
|
| |
Tempo |
| |
|
Cartões |
|
| Kaillany Ranifah |
 |
08'/2º |
|
|
|
|
| [1 x 0] |
Giovanna Pires |
 |
22/1º |
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|
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|
| [2 x 0] |
Mariana Oliveira |
 |
28/2º |
|
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|
• Observação: As duas melhores colocadas classificam-se para a Fase Final da competição
• Valeria Rebanales defendeu um pênalti cobrado por Pietra Souza, aos 36' do 1º tempo;
• No Outro Jogo do Grupo: Uruguai 3 x 0 Peru, Estadio Ameliano Villeta, Villeta Link Aqui
• Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Uniforme da Venezuela: Camisa, Calção e Meias Vinho-Tinto com detalhes Amarelos (Adidas);
| Classificação Grupo B |
|
|
|
|
|
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|
|
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| P |
Seleção (Técnico) |
Pts |
Jgs |
Vit |
Emp |
Der |
GP |
GC |
SG |
Situação |
| 1º |
|Uruguai (Pablo Bazzani) |
3 |
1 |
1 |
0 |
0 |
3 |
0 |
3 |
Na Disputa |
| 2º |
|Brasil (Rilany Silva) |
3 |
1 |
1 |
0 |
0 |
2 |
0 |
2 |
Na Disputa |
| 3º |
|Venezuela (Dayana Frías) |
0 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
2 |
-2 |
Na Disputa |
| 4º |
|Peru (María Cáceres) |
0 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
3 |
-3 |
Na Disputa |
| 5º |
|Equador (Victor Idrobo) |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
Na Disputa |
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• Regulamento: As duas melhores equipes classificam-se para a Copa do Mundo FIFA Sub 17. A terceira colocada disputará um play-off para ir ao mundial da categoria;
• Fonte de Pesquisa: Confederación Sudamericana de Fútbol (Conmebol) |
Próximo Jogo 27 de Abril - 20 h Estádio Ameliano Villeta Villeta (Paraguai) |
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Seleção Brasileira Feminina conquista título inédito da FIFA Series com vitória heroica por 1 a 0 sobre o Canadá
Na noite de 18 de abril de 2026, a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), foi palco de um momento histórico para o futebol brasileiro feminino. Diante de uma torcida apaixonada e sob o calor característico da capital mato-grossense, a Seleção Brasileira derrotou o Canadá por 1 a 0 e sagrou-se campeã da FIFA Series 2026 com 100% de aproveitamento. O gol solitário, marcado por Aline Gomes aos dois minutos do segundo tempo, não apenas decidiu o confronto final, mas coroou uma campanha impecável da equipe comandada pelo técnico Arthur Elias. Foi o primeiro título da história da competição para o Brasil, que superou adversidades, incluindo uma expulsão no decorrer da partida, demonstrando maturidade tática e garra coletiva.
A FIFA Series, iniciativa da FIFA para promover amistosos de alto nível entre seleções de diferentes confederações, ganhou ainda mais relevância nesta edição de 2026. Realizada em Cuiabá, a etapa brasileira reuniu Brasil (anfitriã, CONMEBOL), Canadá (CONCACAF), Coreia do Sul (AFC) e Zâmbia (CAF). O formato, com jogos em turno único, permitiu confrontos inéditos ou pouco frequentes, servindo como excelente preparação para os ciclos futuros, especialmente com a Copa do Mundo Feminina de 2027 programada para o Brasil. Para a Canarinha, o torneio representou oportunidade de consolidar o trabalho de Elias, que assumiu o comando em 2024 e vem construindo uma equipe mais organizada, ofensiva e resiliente.
Antes da decisão contra o Canadá, o Brasil já havia mostrado sua superioridade. Na estreia, goleou a Coreia do Sul por 5 a 1, com gols de Ary Borges, Ludmila, Dudinha, Kerolin e Tainá Maranhão. Em seguida, aplicou 6 a 1 na Zâmbia, com tentos de Yasmim, Tainá Maranhão (novamente), Angelina, Raíssa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. Foram 11 gols marcados e apenas dois sofridos nas duas primeiras rodadas, garantindo seis pontos e o melhor saldo de gols (+9). O Canadá, por sua vez, também somava seis pontos, com vitórias convincentes, mas o saldo inferior (+6) colocava as brasileiras em vantagem no critério de desempate. A final, portanto, era uma verdadeira decisão: quem vencesse, ou mesmo empatasse com vantagem no saldo, levaria o troféu inédito.
O técnico Arthur Elias escalou o time titular com Letícia (Lelê) no gol; Isa Haas, Lauren e Thaís Ferreira na defesa; Aline Gomes, Ary Borges, Duda Sampaio e Tainá Maranhão no meio-campo; e Kerolin, Ludmila e Dudinha no ataque. Uma formação 4-3-3 equilibrada, que priorizava a posse de bola e transições rápidas pelos flancos. Do lado canadense, a treinadora Casey Stoney optou por Kailen Sheridan na meta; Riviere, Buchanan, Gilles e Beckie Sonis na linha defensiva; Regan, Fleming e Awujo no meio; e Lacasse, Smith e Viens no ataque. O Canadá, vice-campeão olímpico em Tóquio-2020 e nona no ranking FIFA, chegava como grande teste de fogo.
O primeiro tempo foi de amplo domínio brasileiro, mas sem a conversão em gols. A Seleção criou pelo menos quatro grandes oportunidades. Aos 21 minutos, Dudinha limpou a marcação pela esquerda e finalizou com perigo; Sheridan defendeu, e no rebote Kerolin arriscou, com Janine Sonis salvando em cima da linha. Na cobrança de escanteio seguinte, Lauren cabeceou no travessão. Dudinha, novamente protagonista, serviu Ludmila, que dividiu com a zaga e rolou para Kerolin. A bola sobrou para Duda Sampaio, cujo chute passou perto. O ápice da pressão veio quando Ludmila disparou em velocidade, saiu cara a cara com Sheridan e finalizou mal, desperdiçando o que seria um golaço. O Brasil teve 54,7% de posse de bola, 23 finalizações (oito no alvo) contra seis do Canadá (duas no alvo), e Sheridan foi a grande responsável por manter o 0 a 0, com seis defesas no total. O Canadá pouco ameaçou, limitando-se a contra-ataques esporádicos.
O segundo tempocomeçou eletrizante. Logo aos 47 minutos (dois do segundo tempo), o gol que mudou o jogo. Em jogada de meio-campo, a bola sobrou dentro da área para Aline Gomes, que, de pé direito, fuzilou sem chance para Sheridan: 1 a 0. Era o primeiro gol da atacante pela Seleção Brasileira em 11 jogos com a amarelinha. Aline, revelação da Ferroviária, com passagens pelo North Carolina Courage (EUA) e atualmente no Pachuca (México), completava sua terceira convocação seguida e transformava em rede o que vinha sendo uma campanha sólida. A torcida explodiu na Arena Pantanal, e o título parecia cada vez mais próximo.
O Canadá reagiu e criou sua melhor chance aos 18 minutos do segundo tempo. Jessie Fleming cobrou falta com precisão, e Evelyne Viens desviou de cabeça, mandando na trave direita de Letícia. O susto serviu de alerta. Aos 35 minutos, o jogo ganhou contornos dramáticos: Ary Borges, que já tinha cartão amarelo por falta anterior, cometeu outra infração dura no meio-campo e foi expulsa. Com uma a menos, o Brasil precisou se reorganizar. Arthur Elias promoveu substituições estratégicas: Angelina entrou no lugar de Duda Sampaio ainda no intervalo; Gabi Portilho, Marília, Evelin Bonifácio, Gio Garbelini, Paloma Maciel, Vitória Calhau e Maiara reforçaram o time ao longo da etapa. O meio-campo se fechou, a defesa se compactou, e as brasileiras passaram a explorar contra-ataques com Kerolin e Dudinha.
Apesar da inferioridade numérica, o Brasil não cedeu espaços. As canadenses pressionaram nos minutos finais, mas Letícia e a zaga (com destaques para Thaís Ferreira e Lauren) seguraram o resultado. Sheridan, novamente, evitou um placar mais elástico com defesas importantes. O apito final da árbitra colombiana María Victoria Daza Ortiz foi recebido com festa: Brasil 1 x 0 Canadá. A Seleção terminou o torneio com três vitórias, 12 gols marcados e dois sofridos, confirmando a evolução coletiva.
Aline Gomes, emocionada, resumiu o sentimento no gramado: “Eu estou chorando, mas continuo feliz como sempre. Não tenho palavras para explicar esse momento. Durante toda a semana quando fui perguntada eu disse que estou muito feliz por estar aqui. É minha segunda convocação seguida, foram três jogos: o primeiro eu comecei titular, o segundo eu entrei no intervalo e fui muito elogiada, e no terceiro eu fui titular também e pude ser coroada com esse gol, meu primeiro gol com a Seleção, e fechar com chave de ouro esse campeonato. Minha mãe e meu irmão estão no estádio hoje, então com certeza é um dia que vai ficar marcado na minha memória.”
Arthur Elias, em coletiva pós-jogo, destacou o merecimento da equipe. “Essa vitória é reflexo do trabalho sério que vem sendo desenvolvido, do talento das nossas atletas e do fortalecimento do futebol feminino no Brasil”, afirmou o comandante, que elogiou a concentração mesmo com a expulsão e o ritmo intenso imposto desde o início. Do lado canadense, Casey Stoney reconheceu a luta de suas atletas, que enfrentaram condições climáticas adversas (temperaturas acima de 40°C) e ainda assim competiram de igual para igual até o fim, mas admitiu a superioridade brasileira no geral.
A conquista tem sabor especial. Além do troféu inédito, a FIFA Series serviu como laboratório para a Copa de 2027. O Brasil, oitavo no ranking FIFA, mostrou solidez defensiva, criatividade no ataque e capacidade de adaptação – qualidades essenciais contra potências como Canadá (nono colocado e ex-campeã olímpica). Jogadoras como Kerolin, Ludmila, Dudinha e Tainá Maranhão confirmaram seu talento, enquanto jovens como Aline Gomes e as substitutas (Angelina, Gabi Portilho) ganharam minutos valiosos. A torcida mato-grossense, lotando a Arena Pantanal, foi o 12º jogadora, impulsionando a equipe em todos os jogos.
No cenário internacional, o título reforça o crescimento do futebol feminino brasileiro, que vive momento de investimentos crescentes em ligas, categorias de base e profissionalismo. A vitória sobre o Canadá, em partida equilibrada e decidida por detalhes, demonstra que a Seleção está pronta para desafios maiores. Com o ranking FIFA a ser atualizado em breve, o Brasil deve subir posições, ganhando moral para as Eliminatórias e amistosos preparatórios para a Copa do Mundo em casa.
Em resumo, a noite de 18 de abril de 2026 ficará marcada na história do esporte nacional. A Seleção Brasileira Feminina não apenas venceu o Canadá por 1 a 0 e conquistou a FIFA Series 2026: ela mostrou ao mundo que o futuro do futebol feminino brasileiro é agora. Com garra, talento e união, a Amarelinha ergueu o troféu e deixou claro que, em 2027, o sonho de ser campeã mundial em casa está mais vivo do que nunca. Parabéns à equipe de Arthur Elias, às atletas e à torcida que vibrou em Cuiabá. O futebol brasileiro feminino segue em ascensão – e este é apenas o começo.
| Aline Gomes, 47' |
 |
1 : 0 |
 |
|
| • Data: 18 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: 22:30 |
Local: 21:30 |
|
| • Competição: FIFA Women's Series |
Fase: Quadrangular |
Grupo: 1 |
Rodada: 3ª |
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| • Estádio: Arena Pantanal |
Local: Cuiabá, Mato Grosso (BRA) |
|
| • Capacidade: 42.968 Espectadores |
Público: none |
Renda: none |
|
| • Árbitra: María Victoria Daza (Colômbia) |
VAR: Susana Nataly Corella (Equador) |
|
| • Assistente 1: Mary Blanco (Colômbia) |
Assistente 2: Nataly Artega (Colômbia) |
|
|
|
| 12 |
|Letícia Izidoro |
[Corinthians] |
|
|
| 01 |
|Kailen Sheridan |
[North Carolina Courage] |
|
|
| 25 |
|Aline Gomes |
[Pachuca CF] |
75' |
|
| 08 | |Jayde Riviere |
[Manchester United FC] |
|
|
| 04 |
|Lauren Leal |
[Atletico de Madrid] |
75' |
|
| 14 |
|Vanessa Gilles |
[FC Bayern Munich] |
|
|
| 02 |
|Isadora Haas |
[América-MEX] |
|
|
| 03 |
|Kadeisha Buchanan |
[Chelsea FC] |
81' |
|
| 15 |
|Thaís Ferreira |
[SC Corinthians] |
75' |
|
| 16 |
|Janine Sonis |
[Denver Summit FC] |
|
|
| 05 |
|Duda Sampaio |
[Corinthians] |
69' |
|
| 05 |
|Emma Regan |
[Denver Summit FC] |
68' |
|
| 10 |
|Kerolin Ferraz © |
[Manchester City FC] |
75' |
|
| 17 |
|Jessie Fleming © |
[Portland Thorns FC] |
|
|
| 17 |
|Ary Borges |
[Cruzeiro EC] |
80' |
|
| 17 |
|Simi Awujo |
[Manchester United FC] |
68' |
|
| 07 |
|Dudinha |
[San Diego Wave] |
88' |
|
| 09 |
|Olivia Smith |
[Arsenal FC] |
82' |
|
| 14 |
|Ludmila Silva |
[San Diego Wave] |
59' |
|
| 20 |
|Cloé Lacasse |
[Utah Royals] |
60' |
|
| 19 |
|Tainá Maranhão |
[SE Palmeiras] |
75' |
|
| 11 |
|Evelyne Viens |
[AS Roma] |
81' |
|
|
|
| 08 |
|Angelina Alonso |
[Orlando Pride FC] |
59' |
|
| 19 |
|Anabelle Chukwu |
[N.D. Fighting Irish] |
60' |
|
| 09 |
|Giovana Queiroz |
[Atlético de Madrid] |
59' |
|
| 07 |
|Julia Grosso |
[Chicago Stars FC] |
68' |
|
| 11 |
|Evelin |
[Santos FC] |
75' |
|
| 23 |
|Carly Wickenheiser |
[North Carolina Courage] |
68' |
|
| 13 |
|Vitória Calhau |
[Cuzeiro EC] |
75' |
|
| 02 |
|Sydney Collins |
[Bay FC] |
81' |
|
| 18 |
|Gabi Portilho |
[San Diego Wave] |
75' |
|
| 04 |
|Shelina Zadorsky |
[West Ham United] |
81' |
|
| 20 |
|Marília Furiel |
[Cruzeiro EC] |
75' |
|
| 10 |
|Delaney Pridham |
[Ottawa Rapid FC] |
81' |
|
| 26 |
|Paloma Maciel |
[Cuzeiro EC] |
75' |
|
| 15 |
|Nichelle Prince |
[Boston Legacy FC] |
82' |
|
| 23 |
|Maiara Niehues |
[Angel City FC] |
88' |
|
|
| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 0 x 0 |
1 x 0 |
1 x 0 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
|
| |
Tempo |
| |
|
Cartões |
|
| Duda Sampaio |
 |
31'/1º |
|
|
|
|
|
39'/1º |
 |
Emma Regan |
|
| Ary Borges |
 |
32'/2º |
|
|
|
| Ary Borges |
 |
35'/2º |
|
|
|
|
| 01/2º |
Aline Gomes |
 |
1 : 0 |
|
|
|
|
• Observação: Amistoso (Torneio) preparatório do Brasil visando a Copa do Mundo em 2027
• Com esse resultado o Brasil sagrou-se campeão do Torneio FIFA Women's Series 2026
• Na Preliminar - Arena Pantanal: Zâmbia 1 x 1 Coréia do Sul; Link Aqui
• Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Uniforme do Canadá: Camisa, Calção e Meias Vermelhas com detalhes Brancos (Nike);
| Classificação FIFA Women's Series |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| P |
Seleção (Técnico) |
Pts |
Jgs |
Vit |
Emp |
Der |
GP |
GC |
SG |
Situação |
| 1º |
|Brasil (Arthur Elias) |
9 |
3 |
3 |
0 |
0 |
12 |
2 |
10 |
Campeã |
| 2º |
|Canadá (Casey Stoney) |
6 |
3 |
2 |
0 |
1 |
7 |
2 |
5 |
2º Lugar |
| 3º |
|Coréia do Sul (Shin Sang-Woo) |
1 |
3 |
0 |
1 |
2 |
3 |
9 |
-6 |
3º Lugar |
| 4º |
|Zâmbia (Charles Haalubono) |
1 |
3 |
0 |
1 |
2 |
2 |
11 |
-9 |
4º Lugar |
|
• Regulamento: Quem conquistar mais pontos será o campeão do torneio
• Fonte de Pesquisa: Fédération Internationale de Football Association - FIFA |
Próximo Jogo Data Indefinida Wembley Stadium Londres |
 |
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