Brasil Perde para o Mexico


Seleção Brasileira Feminina Perde Amistoso para o México

Cidade do México, 8 de março de 2026 – A Seleção Brasileira Feminina fechou sua primeira Data FIFA de 2026 com um resultado negativo e inesperado. Na noite deste sábado (7), no Estádio Ciudad de los Deportes, diante de um público de aproximadamente 24.800 torcedores, o Brasil foi superado pelo México por 1 a 0 em amistoso preparatório. O gol solitário da zagueira Greta Espinoza, aos 30 minutos do segundo tempo, em cobrança de escanteio, selou a derrota e marcou a segunda queda consecutiva da equipe na série de amistosos – após o revés por 2 a 1 para a Venezuela, três dias antes. O resultado representa um balde de água fria para o trabalho do técnico Arthur Elias, que vinha construindo um ciclo promissor desde sua chegada. Após uma goleada convincente por 5 a 2 sobre a Costa Rica no dia 27 de fevereiro, as duas derrotas seguidas expõem fragilidades que precisam ser corrigidas rapidamente, especialmente com o horizonte da Copa do Mundo Feminina de 2027 em casa se aproximando.

Um Primeiro Tempo de Oportunidades Perdidas: O jogo começou com pressão mexicana, aproveitando o fator casa e a altitude da Cidade do México (cerca de 2.250 metros). Logo aos 3 minutos, Thaís Ferreira cometeu pênalti em Lizbeth Ovalle dentro da área. A cobrança foi de Rebeca Bernal, mas a goleira Lelê (Letícia Izidoro, do Corinthians) brilhou: mergulhou no canto direito e espalmou a bola, mantendo o placar zerado e dando moral à equipe brasileira. A partir daí, o Brasil cresceu na partida. Com posse de bola superior e transições rápidas, as comandadas de Arthur Elias criaram várias chances claras. Aos 37 minutos, Jheniffer (Tigres, MEX) recebeu lançamento e, sozinha na cara do gol, chutou forte, mas a bola explodiu no travessão da goleira Esthefanny Barreras. Nos acréscimos do primeiro tempo, Tainá Maranhão (Palmeiras) acertou o pé da trave esquerda após bela jogada individual – mais uma bola na trave que simbolizou a falta de efetividade brasileira. O México, por sua vez, apostou em contra-ataques e bolas aéreas, mas Lelê e a zaga (com destaques para Tarciane e Mariza) seguraram bem. O intervalo chegou com 0 a 0, mas com sensação de que o Brasil desperdiçava uma oportunidade de matar o jogo cedo.

Segundo Tempo: Pressão sem Gol e o Gol Fatal: Na etapa final, Arthur Elias promoveu mudanças para buscar mais agressividade: entradas de Ana Vitória e Kerolin (Manchester City) tentaram refrescar o ataque. O Brasil continuou dominando as ações, com maior volume de finalizações (relatos indicam cerca de 14 chutes contra 7 do México) e posse de bola próxima de 60%. Tainá Maranhão foi a mais perigosa, insistindo em finalizações de média distância e infiltrações, mas seguiu parando em Barreras ou na falta de precisão.O México, mais organizado defensivamente, esperava erros. E eles vieram. Aos 30 minutos do segundo tempo, em escanteio cobrado por Charlyn Corral (que havia entrado no decorrer da partida), Greta Espinoza subiu mais alto que a marcação brasileira na segunda trave e cabeceou firme no chão, no contrapé de Lelê, para abrir o placar: 1 a 0.O gol abalou a equipe. Nos minutos finais, o Brasil pressionou desesperadamente, mas esbarrou na falta de criatividade e na boa atuação da defesa mexicana. Tentativas de cruzamentos e chutes de fora não surtiram efeito, e o apito final confirmou a derrota.

Repercussão e Próximos Passos: Arthur Elias deve analisar os três jogos da Data FIFA (vitória sobre Costa Rica, derrotas para Venezuela e México) como um alerta. A equipe mostrou lampejos de bom futebol, especialmente na estreia, mas caiu de produção nos duelos seguintes. A próxima janela será em abril, com o FIFA Series trazendo adversários como Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul – oportunidades para ajustes táticos, recuperação de confiança e consolidação de novidades como Maiara Niehues e os retornos de Tamires e Kerolin. A torcida, apesar da frustração, entende que 2026 é ano de construção. Com a Copa do Mundo em casa em 2027, esses tropeços servem de aprendizado. A Amarelinha tem qualidade para se reerguer – e o Mundial no Brasil pode ser o palco para uma campanha histórica. Que as lições da Cidade do México sejam absorvidas rápido. O ciclo continua, e o objetivo maior permanece: erguer a taça em solo brasileiro.

Greta Espinoza, 75' Seleção Brasileira 1 : 0 Paraguai

• Data: 7 de Março de 2026 Horário de Brasília: 20:00 hs Local: 17:00 hs
• Competição: Amistoso Fase: Amistoso Grupo: # Rodada: #
• Estádio: Estádio Ciudad de los Deportes Apelido: Estádio Olímpico
• Cidade: Cidade do México Público: 24.876 Renda: Não Divulgada
• Árbitra: Carly Shaw-Maclaren VAR: Não Informado
• Assistente 1: Não Informado Assistente 2: Não Informado
Brasil - Brazil
Mexico
12 |Letícia Izidoro
21 |Stephany Barrera
15 |Thaís Ferreira 87'
03 |Ivonne Gutiérrez 79'
03 |Tarciane Lima 46'
07 |Aaliyah Farmer 58'
20 |Mariza Silva
14 |Greta Espinoza
26 |Aline Gomes 65'
18 |Reyna Reyes 58'
10 |Kerolin Ferraz 77'
04 |Rebeca Bernal
08 |Duda Sampaio
06 |Alice Soto 65'
06 |Yasmim Ribeiro
08 |Alexia Delgado
11 |Jheniffer Gouveia 87'
05 |Scarlett Camberos
16 |Bia Zaneratto 65'
10 |Kiana Palacios 65'
07 |Tainá Maranhão
11 |Lizbeth Ovalle 79'
DT: Arthur Elias 3-4-3
DT: Pedro López 4-4-2
04 |Lauren Leal 46'
20 |Nicolette Hernández 58'
18 |Adriana Leal 65'
23 |Kimberly Rodríguez 58'
23 |Brena Oliveira 65'
09 |Charlyn Corra 65'
21 |Ana Vitória 77'
16 |Karla Nieto 65'
05 |Luana Bertolucci 87'
02 |Kenti Robles 79'
22 |Luany da Silva 87'
19 |Montserrat Saldivar 79'
Nos 90' Minutos Prorrogação Penalidades
1º Tempo 2º Tempo Final 1º Tempo 2º Tempo Final BRA ADV
0 x 0 0 x 1 0 x 1 - - - - -

Yellow card Tarciane 1' e Lauren 90'+4 (BRA)
Reyna Reyes 26' e Aaliyah Farmer 49' (MEX)

Red Card Nenhuma

Goal 1:0 Greta Espinoza 75' (Cabeça)

• Letícia defendeu um pênalti cobrado por Rebeca Bernal aos 7' minutos do 1º tempo;
Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
México: Camisa Verde, Calção Branco e Meias Vermelhas (Adidas);

Próximo Jogo
2026 FIFA Women's Series
Estádio Arena Pantanal
Cuiabá

Brasil Perde Para a Venezuela


Seleção Brasileira Sofre Derrota Inesperada para Venezuela em Amistoso no México

Em uma noite marcada por surpresas, adversidades e condições climáticas imprevisíveis, a Seleção Brasileira Feminina de Futebol enfrentou a Venezuela em um amistoso internacional realizado no dia 4 de março de 2026, no Mini Estádio da Federação Mexicana de Futebol, em Toluca, México. O jogo, que fazia parte da preparação das equipes para competições futuras, terminou com uma vitória da Venezuela por 2 a 1, representando um revés para o time comandado pelo técnico Arthur Elias. Apesar do esforço brasileiro no final da partida, a expulsão precoce de uma jogadora e o domínio venezuelano em boa parte do confronto foram decisivos para o resultado.

Contexto e Preparação para o Jogo:A partida contra a Venezuela era a segunda da Seleção Brasileira em 2026 sob o comando de Arthur Elias. Anteriormente, o Brasil havia goleado a Costa Rica por 5 a 2, demonstrando um ataque potente e uma defesa sólida em momentos chave. No entanto, para esse amistoso, Elias optou por fazer dez alterações no time titular, mantendo apenas Fê Palermo como starter. Essa rotatividade visava testar novas opções e dar rodagem a jogadoras menos utilizadas, especialmente considerando o calendário apertado de amistosos na Data FIFA, que incluía ainda um confronto contra o México no dia 7 de março, no Estádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México.

Do lado venezuelano, a equipe chegava motivada, buscando consolidar seu crescimento no futebol feminino sul-americano. A Vinotinto, como é conhecida, tem investido em talentos jovens e experientes, como Michelle Romero e Gabriela García, que já demonstraram capacidade de surpreender adversários mais tradicionais. O jogo em solo neutro, no México, adicionava um elemento de imprevisibilidade, com a altitude de Toluca (cerca de 2.600 metros acima do nível do mar) podendo afetar o condicionamento físico das atletas. O pontapé inicial foi dado às 18h30 no horário de Brasília (14h30 local), com transmissão ao vivo pela SporTV. As expectativas eram altas para o Brasil, que entrava como favorito, mas o futebol, como sempre, reservava surpresas.

Escalações e Formações: O Brasil entrou em campo no esquema 3-4-1-2, com: Cláudia no gol; Fê Palermo, Tarciane e Lauren na defesa; Yasmim, Ana Vitória, Maiara Niehues e Gabi Zanotti no meio-campo; Adriana como armadora; e Luany e Geyse no ataque. Era uma formação que priorizava a solidez defensiva, mas com opções de velocidade nas pontas. A Venezuela, por sua vez, adotou o 4-3-3, com ênfase em contra-ataques rápidos: o time contava com nomes como Michelle Romero, Daniuska Rodríguez, Barbara Olivieri, Gabriela García, Enyerliannys Higuera e Marianyela Jiménez, que se destacaram ao longo da partida. A arbitragem ficou a cargo de Francia Maria Gonzalez Martinez, do México.

O Primeiro Tempo: Domínio Venezuelano e Expulsão Precoce:O jogo começou equilibrado, com ambas as equipes buscando o controle da posse de bola. Aos 23 minutos, a Venezuela teve a primeira grande chance: Michelle Romero acertou o travessão em um confronto direto com a goleira Cláudia. O Brasil respondeu aos 32 minutos, quando Geyse recebeu um passe dentro da área e chutou para fora, desperdiçando uma oportunidade clara. No entanto, o momento pivotal veio aos 33 minutos. Maiara Niehues, em sua estreia pela Seleção, recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta e foi expulsa. O primeiro amarelo havia sido dado aos 23 minutos por conduta antidesportiva. A jogadora deixou o campo em lágrimas, deixando o Brasil com dez atletas pelo resto da partida. Essa inferioridade numérica desequilibrou o jogo, permitindo que a Venezuela pressionasse mais.

Nos acréscimos do primeiro tempo, a Venezuela abriu o placar. Michelle Romero tentou um cruzamento, mas a bola encobriu Cláudia e entrou no gol, fazendo 1 a 0. Antes disso, Romero ainda havia acertado a trave em outra tentativa. O intervalo chegou com o Brasil em desvantagem e precisando se reorganizar. As estatísticas do primeiro tempo refletiam o equilíbrio inicial, mas com leve superioridade venezuelana: posse de bola 46% para o Brasil contra 54% da Venezuela, e tiros totais de 2 a 8 em favor das adversárias.

Segundo Tempo: Gol Rápido, Interrupção e Reação BrasileiraMal o segundo tempo começou, e a Venezuela ampliou. Aos 49 minutos, após uma defesa de Cláudia em chute de Gabriela García, a bola sobrou para Enyerliannys Higuera, que empurrou para as redes, fazendo 2 a 0. O assist veio de Barbara Olivieri. Esse gol precoce abalou o Brasil, que lutava para se encontrar com uma a menos. Aos 53 minutos, a Venezuela substituiu Michelle Romero por G. Flórez. O Brasil respondeu com uma série de mudanças aos 62 minutos: Mariza entrou no lugar de Fê Palermo, Tamires por Yasmim, Brena por Ana Vitória, Aline Gomes por Gabi Zanotti, Kerolin por Geyse e Jaqueline por Lauren. Essas alterações injetaram energia nova ao time brasileiro.

Aos 59 minutos, Cláudia salvou um chute de Marianyela Jiménez, assistido por Gabriela García. O jogo seguia intenso, com faltas: Barbara Olivieri levou amarelo aos 65 minutos por uma entrada dura. Por volta dos 70 minutos, o confronto foi interrompido por cerca de 40 minutos devido a raios nas proximidades do estádio. Após uma pausa para aquecimento de oito minutos, o jogo foi retomado. Foi nesse momento que o Brasil mostrou resiliência. Logo após a retomada, Brena quase igualou com um chute de fora da área. Aline Gomes teve duas chances: aos 42 minutos do segundo tempo (chute por cima) e nos acréscimos (cabeçada para fora). Mas o gol veio aos 37 minutos da etapa complementar (cerca de 82 minutos totais), quando Jaqueline acertou um belo chute de fora da área, reduzindo para 2 a 1. Apesar da pressão final, o Brasil não conseguiu o empate. O apito final confirmou a vitória venezuelana.

Análise do Jogo e Desempenhos Individuais: As estatísticas gerais apontam para um domínio venezuelano: posse de bola de 64,5%, 13 chutes contra 3 do Brasil, e 9 finalizações no alvo contra nenhuma (até o momento da interrupção, mas ajustado pelo gol final). O Brasil cometeu 12 faltas contra 20 da Venezuela, com 2 offsides contra 3. Cláudia se destacou com 7 defesas, enquanto a Venezuela não precisou de nenhuma grande intervenção de sua goleira. Destaques positivos para o Brasil: Jaqueline, com o gol salvador, e Cláudia, que evitou um placar mais elástico. Geyse e Aline Gomes criaram oportunidades, mas a expulsão de Maiara Niehues foi um ponto negativo crucial, expondo fragilidades defensivas. Pelo lado da Venezuela, Michelle Romero foi a estrela, com gol e chances criadas, ao lado de Higuera e García, que formaram um ataque letal.O técnico Arthur Elias, embora sem comentários diretos pós-jogo disponíveis, certamente usará essa derrota para ajustes. O Brasil encerra a Data FIFA com uma vitória e uma derrota, destacando a necessidade de maior consistência, especialmente em jogos com adversidades como expulsões e condições climáticas.

Implicações e Olhar para o Futuro: Essa derrota para a Venezuela, uma equipe em ascensão mas historicamente inferior ao Brasil, serve como alerta para a Seleção. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no horizonte e competições continentais como a Copa América, o time precisa refinar sua capacidade de reação. O próximo desafio contra o México, no dia 7 de março, será uma oportunidade para redenção.Para a Venezuela, a vitória reforça seu progresso, impulsionando a confiança para futuras eliminatórias e torneios. Em resumo, o amistoso em Toluca foi um teste real de resiliência, marcado por drama, gols e uma lição valiosa para ambas as nações.

Jacqueline 82' Seleção Brasileira 1 : 2 Paraguai Michelle Romero 44'
Enyerliannys Higuera 48'

• Data: 4 de Março de 2026 Horário de Brasília: 18:30 hs Local: 14:30 hs
• Competição: Amistoso Fase: Amistoso Grupo: # Rodada: #
• Estádio: Estádio de la Federación Mexicana Apelido: Não Tem
• Cidade: Toluca (México) Público: None Renda: Não Divulgada
• Árbitra: Francia Maria Gonzalez Martinez (MEX) VAR: Não Informado
• Assistente 1: Não Informado Assistente 2: Não Informado
Brasil - Brazil
Venezuela
24 |Cláudia
13 |Nayluisa Cáceres [Tenerife-ESP]
04 |Lauren Leal 76'
06 |Michelle Romero [Calgary Wild-CAN] 52'
03 |Tarciane
03 |Barbara Martinez [Tenerife-ESP]
14 |Fernanda Palermo 61'
05 |Yenifer Giménez [FC Servette-SUI]
22 |Luany
14 |Raiderlin Carrasco [UD Levante-ESP]
21 |Ana Vitória 61'
08 |Gabriela García [America-MEX]
25 |Maiara Niehues
07 |Daniuska Rodríguez [Unión Torrense-POR] 61'
06 |Yasmim Ribeiro 61'
20 |Dayana Rodríguez [Corinthians-BRA]
09 |Gabi Zanotti 61'
10 |Bárbara Olivieri [Boston Legacy-EUA]
18 |Adriana Leal 61'
11 |Enyerliann Higuera [Atl. San Luis-MEX]
19 |Geyse
17 |Marianyela Jiménez
DT: Arthur Elias 3-4-1-2
DT: Ricardo Belli 4-3-3
10 |Kerolin Ferraz 61'
12 |Génesis Flórez [América de Cali-COL] 52'
13 |Tamires Cássia 61'
18 |Lourdes Moreno [Gremio-BRA] 61'
26 |Aline Gomes 61'
# |
20 |Mariza 61'
# |
23 |Brena Carolina 61'
# |
17 |Jaqueline Ribeiro 76'
# |
Nos 90' Minutos Prorrogação Penalidades
1º Tempo 2º Tempo Final 1º Tempo 2º Tempo Final BRA ADV
0 x 1 1 x 1 1 x 2 - - - - -

Yellow card Maiara Niehues 22' e 32' (BRA)
Raiderlin Carrasco 29', Bárbara Olivieri 64' e Nayluisa Cáceres 88' (VEN)

Red Card Maiara Niehues 32'

Goal 1:0 Michelle Romero, 44', 2:0 'Enyerliannys Higuera, 48' e 1:2 Jaqueline 83'

Próximo Jogo
Amistoso Oficial
Estádio Ciudad de los Deportes
Cidade do México

Brasil Vence Venezuela e Conquista Sul-Americano pela 11ª Vez


Brasil Conquista o 11º Título do Sul-Americano Feminino Sub-20 com Vitória Sobre a Venezuela

Em uma noite memorável no Centro de Alto Rendimento do Futebol Feminino (CARFEM), em Ypané, no Paraguai, a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 selou sua hegemonia continental ao vencer a Venezuela por 2 a 0 na última rodada do hexagonal final do Campeonato Sul-Americano Sub-20 de 2026. Os gols de Tainá e Clarinha garantiram não apenas a vitória no jogo, mas também o 11º título da competição para o Brasil, reforçando o domínio absoluto das brasileiras nessa categoria. Sob o comando da técnica Camilla Orlando, que conquistou seu primeiro troféu à frente da equipe, as jovens jogadoras demonstraram maturidade, técnica e determinação, encerrando o torneio invictas na fase final.

O torneio, organizado pela Conmebol, serve como classificatória para a Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será realizada na Polônia em setembro de 2026. Com essa vitória, o Brasil garantiu sua vaga no Mundial, ao lado de Equador, Argentina e Colômbia, as outras seleções qualificadas. A campanha brasileira foi impecável: na primeira fase, terminou em segundo lugar no Grupo B com nove pontos, atrás apenas da Argentina, após uma derrota inicial para as rivais. No hexagonal final, porém, o time se recuperou com quatro vitórias e um empate, somando 13 pontos e superando o Equador, que ficou com 11.

Antes do apito inicial, a expectativa era alta. O Brasil entrava em campo dependendo apenas de si mesmo para levantar a taça. Uma vitória simples sobre a Venezuela, que ocupava a lanterna do hexagonal com apenas um ponto, bastaria para confirmar o título, independentemente do resultado do jogo paralelo entre Equador e Paraguai. A técnica Camilla Orlando optou por uma formação equilibrada, priorizando o controle de bola no meio-campo e a velocidade nos contra-ataques. A escalação inicial do Brasil foi: Elu no gol; Bianca, Ana Beatriz e Thay na defesa; Kaylane, Dudinha, Vitorinha e Clarinha no meio-campo; e Brendha, Tainá e Carioca no ataque. Substituições ocorreram ao longo da partida: Sofia entrou no lugar de Bianca, Adrielly substituiu Dudinha, Nogueira veio para o lugar de Vitorinha, Evelin entrou por Tainá, e Gisele substituiu Carioca.

Do lado venezuelano, a técnica Pamela Conti escalou: Rebanales no gol; Pérez, Blanco, Muñoz e Díaz na defesa; Duran, Reyes, Fabiana Hernández e Chirinos no meio; e Herrera e Graterol no ataque. A Venezuela, já eliminada da disputa por vagas no Mundial, buscava uma despedida honrosa, mas enfrentava um adversário historicamente superior. O histórico de confrontos entre as duas seleções no Sul-Americano Sub-20 é amplamente favorável ao Brasil: em 13 jogos, as brasileiras venceram 12, com 38 gols marcados e apenas um empate, em 2015.

O jogo começou às 20h30 (horário de Brasília) do dia 28 de fevereiro de 2026, sob um clima ameno e com o estádio lotado de torcedores paraguaios e uma pequena, mas barulhenta, torcida brasileira. Desde os primeiros minutos, o Brasil impôs seu ritmo, controlando a posse de bola e pressionando a saída de bola venezuelana. Aos 6 minutos, Vitorinha arriscou o primeiro chute de fora da área, mas a bola subiu demais e passou por cima do gol de Rebanales, sem perigo real. Essa tentativa inicial mostrou a intenção brasileira de explorar finalizações de média distância, uma estratégia que se provaria eficaz mais adiante.

O gol de abertura veio aos 18 minutos, em uma jogada coletiva bem construída. Brendha recebeu a bola na entrada da área e tocou para Carioca, que avançava pela direita. Carioca cruzou na medida para a área, onde Tainá, com um timing perfeito, se antecipou à zagueira venezuelana e finalizou de barriga, empurrando a bola para o fundo das redes. Foi um gol oportunista, que destacou a velocidade e o posicionamento de Tainá, uma das artilheiras da equipe no torneio. A comemoração foi efusiva, com as jogadoras se abraçando no campo, sinalizando que o caminho para o título estava se abrindo.

Com o placar favorável, o Brasil continuou dominando. A Venezuela tentava reagir com bolas longas para Graterol, mas a defesa brasileira, comandada por Ana Beatriz, neutralizava as investidas com facilidade. Aos 33 minutos, uma falta cobrada por Carol Firmino na área quase resultou em outro gol, mas a bola foi afastada pela defesa venezuelana. O segundo gol veio na reta final do primeiro tempo, em um momento de brilho individual de Clarinha. Ela trocou passes rápidos com Brendha na entrada da área, driblou uma marcadora e, de fora da grande área, acertou um chute preciso no ângulo superior direito de Rebanales. Foi um golaço, que selou o 2 a 0 antes do intervalo e praticamente garantiu a vitória.

No vestiário, Camilla Orlando deve ter orientado suas jogadoras a manterem a concentração e administrarem o resultado, evitando riscos desnecessários. O segundo tempo começou mais morno, com o Brasil reduzindo o ritmo para poupar energia e controlar o jogo. A Venezuela, precisando de gols para uma reação improvável, adiantou suas linhas, mas esbarrou na solidez defensiva brasileira. A goleira Elu, que mal foi acionada no primeiro tempo, continuou praticamente como espectadora, sem grandes defesas a fazer.

Aos 55 minutos, Evelin, que havia entrado no lugar de Tainá, arriscou um chute de fora da área, mas a bola passou à esquerda do gol. Minutos depois, Gisele, substituta de Carioca, criou outra oportunidade com uma tabela rápida, mas o chute foi bloqueado pela zaga venezuelana. A Venezuela teve sua melhor chance aos 70 minutos, quando Herrera cabeceou uma bola cruzada, mas Elu defendeu com segurança. Apesar das tentativas, as venezuelanas não conseguiram furar o bloqueio brasileiro, que manteve a posse de bola em torno de 65% ao longo da partida.

Substituições foram feitas para gerenciar o desgaste: Adrielly entrou para reforçar o meio-campo, e Nogueira trouxe frescor à defesa. O apito final veio aos 90 minutos mais acréscimos, sem alterações no placar. A comemoração foi imediata: jogadoras, comissão técnica e staff invadiram o campo, erguendo a taça sob aplausos. Camilla Orlando, em entrevista pós-jogo, destacou a importância do título: "Esse é o resultado de um trabalho coletivo. As meninas mostraram maturidade e merecem essa conquista. É o meu primeiro título com a Seleção, mas o foco agora é no Mundial."

Analisando as performances individuais, Tainá e Clarinha foram as estrelas do jogo, com gols decisivos que refletem sua importância no ataque brasileiro. Tainá, com sua velocidade e oportunismo, foi uma constante ameaça à defesa adversária, enquanto Clarinha demonstrou visão de jogo e precisão nos chutes. Brendha, envolvida nas duas jogadas de gol, mostrou criatividade e assistências precisas. Na defesa, Ana Beatriz e Thay formaram uma dupla intransponível, contribuindo para o clean sheet. Pelo lado venezuelano, Rebanales fez boas defesas, mas não pôde evitar os gols, e Graterol lutou isolada no ataque, sem apoio suficiente.

Essa vitória não é apenas mais um título; ela reforça a tradição do futebol feminino brasileiro na base. O Brasil é o único país a vencer o Sul-Americano Sub-20 Feminino desde sua criação em 2004, com conquistas em 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2015, 2018, 2022, 2024 e agora 2026. Essa hegemonia é fruto de investimentos em categorias de base, com jogadoras como essas sendo preparadas para integrar a seleção principal no futuro. Nomes como Dudinha e Vitorinha já chamam atenção de clubes europeus, sinalizando um futuro promissor.

No contexto mais amplo do torneio, o hexagonal final foi disputado por Brasil, Equador, Argentina, Colômbia, Paraguai e Venezuela. O Brasil somou vitórias sobre Paraguai (3-1), Colômbia (2-0), Argentina (4-0) e Venezuela (2-0), com um empate contra o Equador (1-1). Essa campanha invicta na fase decisiva destaca a superioridade técnica e tática da equipe. Para a Venezuela, o torneio foi decepcionante, com apenas dois pontos e nenhuma vitória no hexagonal, mas serve como experiência para futuras competições.

Olhando para frente, o foco agora é a Copa do Mundo Sub-20 na Polônia. O Brasil, como campeão sul-americano, entra como um dos favoritos, ao lado de potências como Estados Unidos, Alemanha e Japão. Camilla Orlando terá tempo para aprimorar o time, incorporando lições aprendidas no Sul-Americano, como a importância da paciência no segundo tempo e a exploração de jogadas individuais. Essa conquista é um marco para o futebol feminino brasileiro, inspirando uma nova geração de atletas. Em um país onde o esporte ainda luta por mais visibilidade e investimento, vitórias como essa reforçam a necessidade de apoio contínuo. Parabéns à Seleção Brasileira Sub-20 Feminina pelo 11º título – que venham mais conquistas!

Tainá 18'
Ana Clara 36'
Seleção Brasileira 2 : 0 Paraguai

• Data: 28 de Fevereiro de 2026 Horário de Brasília: 20:30 hs Local: 20:30 hs
• Competição: Sul-Americano U20 de 2026 Fase: Hexagonal Final Grupo: C Rodada: 5
• Estádio: Centro de Alto Rendimiento de Fútbol Apelido: Estádio do CARFEM
• Cidade: Ypané (Paraguai) Público: None Renda: Não Divulgada
• Árbitra: Wilma Balderrama (Bolívia) VAR: Alejandra Quisbert (Bolívia)
• Assistente 1: Ines Choque (Bolívia) Assistente 2: Elizabeth Blanco (Bolívia)
Brasil - Brazil
Venezuela
12 |Eluiza Kavalek [São Paulo FC]
22 |Valeria Rebanales [Adiffem]
14 |Bianca Martins [SC Internacional] 46'
13 |Estefany Neiro [Adiffem] 82'
04 |Ana Beatriz © [São Paulo FC]
15 |Claudia Pérez [Deportivo Miranda]
22 |Thaynara Vieira [Botafogo FR]
06 |Ariana Cova [Caracas FC]
14 |Kaylane Vieira [CR Flamengo]
03 | Gilary Díaz [Caracas FC]
16 |Ana Clara [Benfica-POR]
14 |Gellinott Reyes © [Caracas FC]
10 |Vitória Amaral [São Paulo FC] 76'
07 |Melanie Chirinos [Adiffem]
11 |Duda Freitas [Ferroviária] 88'
05 |Anggely Muñoz [Deportivo Táchira] 61'
18 |Tainá dos Santos [Ferroviária] 76'
17 |Fabiana Hernández [Alianza Lima-PER] 73'
19 |Brendha Wierzibicki [CR Flamengo]
09 |Génesis Hernández [Southeastern Univ.]
09 |Carioca [Fluminense FC] 64'
10 |Ailing Herrera [Caracas FC]
DT: Camila Orlando 3-4-3
DT: Ángel Hualde 4-3-3
03 |Sofia Couto [CR Flamengo] 46'
21 |Karlis Durán [Caracas FC] 61'
07 |Gisele do Vale [Grêmio FBPA] 64'
19 |Francelis Graterol [Indep. Santa Fé] 73'
08 |Clara Nogueira [Ferroviária] 76'
11 |Susanna Calvetti [Secasports] 82'
27 |Evelin Bonifácio [Santos FC] 76'
# |
20 |Adrielly de Souza [Fluminense FC] 88'
# |
Nos 90' Minutos Prorrogação Penalidades
1º Tempo 2º Tempo Final 1º Tempo 2º Tempo Final BRA ADV
2 x 0 0 x 0 2 x 0 - - - - -

Yellow card Ana Beatriz 28' e Kaylane 55' (BRA)
Anggely Muñoz 35', Claudia Pérez 54', Estefany Neiro 56', Gellinott Reyes 61' e Gilary Díaz 80' (VEN)

Red Card Nenhuma

Goal 1:0 Tainá 18' e 2:0 Ana Clara 36'

Classificação do Hexagonal
P Seleção (Técnico) Pts Jgs Vit Emp Der GP GC SG Situação
|Brasil (Camila Orlando) 13 5 4 1 0 11 2 9 Campeã
|Equador (Eduardo Moscoso) 11 5 3 2 0 10 4 6 Classificada
|Argentina (Christian Meloni) 7 5 2 1 2 9 7 2 Classificada
|Colômbia (Carlos Paniagua) 4 5 1 1 3 3 6 -3 Classificada
|Paraguai (Luiz Almeida/BRA) 4 5 1 1 3 5 13 -8 Eliminada
|Venezuela (Ángel Hualde) 2 5 0 2 3 4 10 -6 Eliminada
• Regulamento: As quatro melhores colocadas classificam-se para Mundial Sub 20
• Fonte de Pesquisa: South American Football Confederation

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