Brasil vira o jogo e conquista vitória épica sobre os Estados Unidos na Neo Química Arena
Em uma noite inesquecível para o futebol feminino brasileiro, a Seleção Canarinho demonstrou garra, talento e resiliência ao vencer os Estados Unidos por 2 a 1, em amistoso internacional disputado na Neo Química Arena, casa do Corinthians, neste sábado, 6 de junho de 2026. Diante de mais de 31 mil torcedores que lotaram o estádio e criaram uma atmosfera eletrizante, as Guerreiras do Brasil superaram um início adverso e viraram o placar ainda no primeiro tempo, com gols de Tainá Maranhão e Bia Zaneratto. O tento americano foi marcado por Sophia Wilson.
Um começo de susto: Mal deu tempo para os torcedores se ajeitarem nas cadeiras e os Estados Unidos já estavam na frente. Aos 2 minutos do primeiro tempo, a defesa brasileira errou na saída de bola, Yohannes recuperou e a bola sobrou para Sophia Wilson. A atacante, de fora da área, finalizou com precisão no canto direito da goleira Lelê, que nada pôde fazer. 0 a 1. Um gol que poderia abalar qualquer equipe, mas não esta Seleção Brasileira.
Em vez de se retrair, o Brasil partiu para cima com tudo. Dudinha, especialmente inspirada, criou duas boas oportunidades seguidas, mostrando a força do ataque pelas pontas. Aos 6 minutos, Bia Zaneratto fez uma bela arrancada pela direita, invadiu a área e o rebote sobrou limpo para Dudinha, que, livre dentro da pequena área, mandou por cima do gol — lance inacreditável, mas que serviu como combustível para a reação. Pouco depois, Bia pressionou a saída de bola da goleira americana Mandy McGlynn e quase roubou o empate de forma providencial.
A virada relâmpago das Guerreiras: A pressão surtiu efeito aos 11 minutos. Isabela recebeu pela direita e cruzou com perfeição na medida para Tainá Maranhão. A atacante do Palmeiras subiu mais alto que a zaga adversária e testou de cabeça no canto esquerdo, igualando o placar: 1 a 1. A Neo Química Arena explodiu em gritos de “Brasil, Brasil!”. Três minutos depois, veio a virada. Bia Zaneratto arrancou em velocidade, tabelou lindamente com Dudinha e finalizou rasteiro, no contrapé de McGlynn. 2 a 1. Virada construída em apenas 14 minutos de bola rolando.
O restante do primeiro tempo foi de domínio brasileiro. Lelê fez uma defesa espetacular nos pés de Wilson, evitando o empate. Dudinha e Tainá seguiram incomodando a defesa americana, que parecia atordoada com a velocidade e a técnica das donas da casa. No segundo tempo, os Estados Unidos, comandados por Emma Hayes, tentaram reagir e tiveram mais posse de bola em alguns momentos, criando perigo em chutes de longa distância e bolas paradas. Hutton acertou a trave após desvio de Lelê, e houve um bate-rebate perigoso na área brasileira. No entanto, a defesa comandada por Thais Ferreira, Mariza e Isa Haas se manteve sólida. Arthur Elias mexeu bem no time, dando minutos importantes a jogadoras como Rafaelle, Vitória Yaya, Ludmila e outras, mantendo o equilíbrio
Mais que um amistoso: um marco: A vitória sobre os Estados Unidos, uma potência com histórico amplamente favorável no confronto (mas que vem sendo desafiada nos últimos anos), tem sabor especial. É apenas a quinta ou sexta vitória brasileira na história contra as americanas, dependendo da contagem exata, mas chega em momento estratégico. Com a Copa do Mundo de 2027 se aproximando, o Brasil mostra evolução tática, mentalidade vencedora e um elenco profundo, mesmo sem sua maior estrela em campo.
Bia Zaneratto, com gol e assistência indireta, foi uma das grandes figuras. Tainá Maranhão, com o cabeceio preciso, provou mais uma vez ser uma arma letal nas bolas aéreas. Dudinha, incansável, foi o motor do meio para frente. Lelê, no gol, transmitiu segurança. Do lado americano, Sophia Wilson marcou em seu retorno, mas a equipe sentiu a pressão do público e a intensidade brasileira. O público de 31.336 pagantes, com renda bruta superior a R$ 1,6 milhão, mostrou que o futebol feminino brasileiro tem mercado, paixão e potencial para encher estádios. A festa nas arquibancadas, com bandeiras, cantos e apoio ininterrupto, foi o sexto jogador em campo. Marta, mesmo sem atuar, participou da celebração, acenando e recebendo o carinho da torcida — um símbolo da transição e continuidade da Seleção.
Olhando para o futuro: Este triunfo chega após uma campanha consistente em 2026, com vitórias expressivas na SheBelieves Cup e outros amistosos. Arthur Elias acerta na montagem de um time dinâmico, que combina marcação alta, transições rápidas e qualidade técnica individual. Os Estados Unidos, vice-campeões olímpicos e sempre competitivos, serviram como excelente parâmetro. Na terça-feira, dia 9, as equipes se reencontram no Castelão, em Fortaleza, para o segundo amistoso. O Brasil chega embalado, com moral elevada e a confiança renovada. Para as Guerreiras, cada jogo é um passo rumo a 2027, quando o mundo inteiro terá os olhos voltados para o futebol feminino brasileiro.Esta vitória na Neo Química Arena não foi apenas um 2 a 1. Foi a afirmação de que o Brasil feminino está vivo, ambicioso e pronto para escrever novas páginas gloriosas. Respeita a Amarelinha! O futuro é verde e amarelo.
➯ Amistoso da seleção brasileira visando a Copa do Mundo de 2027, em casa;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
➯ Uniforme dos EUA: Camisa, Calção e Meias Pretas com Detalhes Amarelos e Branco (Puma);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
Próximo Jogo 9 de Junho 2026 Arena Castelão Fortaleza, Ceará
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