Seleção Brasileira Perde para a Espanha e dá Adeus a Copa do Mundo Sub 20 de 2026
A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 está eliminada da Copa do Mundo da Polônia. Neste sábado (19), na Arena Sosnowiec, o Brasil foi superado pela Espanha por 1 a 0, em partida válida pelas quartas de final, e viu o sonho do primeiro título mundial da categoria terminar na porta das semifinais.
Começo equilibrado e sustos nos dois lados: O Brasil iniciou a partida propondo o jogo, mantendo a posse de bola e buscando boas movimentações. Aos 4 minutos, a equipe já havia testado a goleira espanhola: Gisele tabelou pela esquerda e Kaylane arriscou de fora da área. A Espanha, apostando no jogo rápido e nas trocas de passe pelo lado esquerdo, não recuou e impôs pressão. Aos 11 minutos, Celia Segura aproveitou a goleira brasileira adiantada e arriscou de longe, mas Thaís Lima voltou a tempo para fazer a primeira defesa do confronto.
O gol que decidiu a partida: Com o jogo parelho e finalizações nos dois lados, a Espanha abriu o placar aos 26/27 minutos. Após chutão da goleira adversária, Rosalía Domínguez evitou a saída da bola pela linha de fundo e cruzou na medida para Pau Comendador, livre de marcação no meio da área. A atacante arrematou, a bola desviou em Thaynara e morreu no fundo da rede brasileira. A treinadora Camilla Orlando reagiu cerca de dez minutos depois do gol, ajustando a marcação e promovendo a entrada de Clarinha no lugar de Emilly. Ainda assim, a seleção teve dificuldade na transição ofensiva e foi para o intervalo em desvantagem.
Pressão brasileira e quase empate no fim:
Na volta do segundo tempo, Camilla mandou a campo Dulce e Brendha nos lugares de Dudinha e Evelin. Com Vitorinha e Kaylane, Brendha formou um trio ofensivo que passou a oferecer mais perigo ao ataque espanhol. O duelo seguiu disputado: na metade da etapa final, a Espanha acumulava nove finalizações, contra seis do Brasil. A grande chance brasileira de empatar surgiu aos 80 minutos (35' da etapa final): Nogueira cobrou falta na área e Sofia Couto cabeceou rente à trave, por cima da meta. As brasileiras acreditaram até o apito final, mas não conseguiram furar a defesa rival.
Como chega cada seleção: O Brasil se despede com campanha sólida: venceu o Grupo B com 100% de aproveitamento — 4 a 1 sobre a Tanzânia, 3 a 0 sobre o Canadá e 2 a 1 sobre a Inglaterra — e eliminou os Estados Unidos nas oitavas, por 5 a 4 nos pênaltis, após empate por 1 a 1, com destaque para a goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, que defendeu a cobrança decisiva. Já a Espanha, atual campeã da competição, manteve os 100% de aproveitamento no torneio e avançou à semifinal, onde enfrentará a Itália, seguindo na briga pelo bicampeonato mundial.
Balanço da campanha: A eliminação interrompe a busca do Brasil por sua primeira semifinal no Mundial Sub-20 feminino desde as edições anteriores, mas a trajetória na Polônia reforça a geração liderada por nomes como Vitorinha, Brendha e Thaís Lima. Derrotada por um detalhe diante da favorita e vigente campeã, a Amarelinha deixa o torneio com mais acertos do que dúvidas para o ciclo seguinte.
➯ Com esse resultado o Brasil foi eliminado do restante da competição;
➯ Melhor Jogadora da Partida (Player of The Match): ✪ Cristina Librán, meio-campista, da Espanha;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Branco e Meias Brancas (Nike);
➯ Uniforme da Espanha: Camisa Vermelha, Calção e Meias Azul-Marinho (Adidas);
➯ Todos os Jogos: Brasil x Espanha (Head to Head: Brazil vs Spain) →
Brasil Feminino cai diante dos EUA por 1 a 0 em Fortaleza: jogo histórico vira palco de polêmica com múltiplas expulsões
Fortaleza, 10 de junho de 2026 – Em uma noite que prometia ser de festa no Castelão, a Seleção Brasileira Feminina sofreu sua primeira derrota na série de amistosos contra os Estados Unidos. Diante de mais de 55 mil torcedores que lotaram o estádio, o Brasil foi superado por 1 a 0, com um gol contra de Isabela aos 63 minutos. O que deveria ser um teste de alto nível contra uma das maiores potências do mundo transformou-se em um confronto marcado por tensão extrema, decisões polêmicas da arbitragem e uma avalanche de expulsões que desestabilizou completamente a equipe verde-amarela.
O clássico entre Brasil e Estados Unidos sempre carrega grande rivalidade. As americanas são tetracampeãs mundiais e seguem como referência no futebol feminino, enquanto o Brasil, dono da casa na Copa do Mundo Feminina de 2027, busca consolidar seu crescimento e chegar ao torneio como uma das favoritas. Depois da vitória brasileira por 2 a 1 no primeiro amistoso, em São Paulo, o segundo duelo em Fortaleza era visto como oportunidade de ouro para medir forças em condições adversas.
Desde o apito inicial, comandado pela uruguaia Paola Cebollada López, o jogo mostrou-se físico e truncado. No primeiro tempo, o Brasil teve ligeira superioridade na posse de bola, rondando os 58%, e criou as melhores chances. Marta, que iniciou no banco e entrou no intervalo, foi ovacionada pela torcida ao aquecer na beira do campo. Kerolin e Ludmilla pressionavam a defesa americana, enquanto Bia Zaneratto tentava articular o meio-campo. Do outro lado, as EUA apostavam em transições rápidas e na velocidade de suas atacantes, exigindo atenção constante da zaga brasileira formada por Tarciane e companhia.
A goleira Lorena, do Corinthians, foi um dos destaques iniciais, realizando pelo menos três intervenções de alto nível. Aos 28 minutos, ela espalmou um chute perigoso de fora da área. O Brasil chegou a balançar as redes aos 41 minutos com um cabeceio de Tarciane, mas o lance foi invalidado por impedimento milimétrico, confirmado pelo VAR. O intervalo chegou com o placar zerado, mas com a sensação de que o jogo ainda reservava muitas emoções.
A segunda etapa começou com maior intensidade americana. Aos 63 minutos, veio o lance decisivo: Sophia Wilson, de fora da área, soltou um chute potente. A bola desviou na zagueira Isabela e traiu Lorena, que nada pôde fazer. Gol contra e 1 a 0 para os Estados Unidos. O gol abateu o time brasileiro, que passou a demonstrar irritação com as decisões da arbitragem, especialmente em lances de falta e supostas faltas não marcadas.
Foi aí que o jogo descambou para o caos. Aos 68 minutos, Bia Zaneratto recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta dura no meio-campo e foi expulsa. Menos de dez minutos depois, Tarciane, uma das mais experientes da defesa, viu o vermelho direto após um lance de cotovelada em uma disputa aérea, gerando revolta nas arquibancadas. Com duas a menos, o Brasil tentava ainda reagir, mas a pressão emocional aumentou.
No final da partida, o cenário piorou drasticamente. Kerolin e Ludmilla foram expulsas por reclamações excessivas e gestos ostensivos contra a árbitra após o apito final. Ao todo, quatro jogadoras brasileiras foram para o chuveiro mais cedo. Ainda pior: o técnico Arthur Elias e três membros da comissão técnica também receberam cartões vermelhos por protestos veementes contra a atuação da equipe de arbitragem. O Brasil terminou o confronto com sérias baixas e sem conseguir criar chances reais de empate ou virada nos minutos finais.
“Foi um jogo muito difícil. Respeitamos a arbitragem, mas hoje várias decisões nos prejudicaram claramente. Não podemos perder o controle, mas é complicado quando sentimos que não estamos sendo tratados com justiça”, declarou Arthur Elias, ainda visivelmente irritado, em entrevista pós-jogo. A capitã Marta, que entrou no segundo tempo e tentou organizar o ataque, foi mais contundente: “Jogamos com o coração, a torcida empurrou o tempo todo, mas o que aconteceu aqui não pode se repetir. Precisamos ser mais frias, mas também exigimos respeito”.
Do lado americano, a treinadora comemorou a vitória e elogiou a disciplina de sua equipe, que não teve nenhuma expulsão. “Sabíamos que seria um jogo quente. O Brasil tem muita qualidade e a torcida é incrível, mas mantivemos o foco e aproveitamos os espaços”, disse. Além do resultado, o alto número de expulsões levanta preocupações para a comissão técnica brasileira. Dependendo das punições do Departamento de Arbitragem, o Brasil pode ficar sem várias peças importantes nos próximos compromissos de preparação. A CBF já sinalizou que vai analisar os lances e, se necessário, entrar com recurso.
Apesar da derrota e da polêmica, o saldo da noite não foi inteiramente negativo. A presença recorde de mais de 55 mil torcedores no Castelão mostrou o crescente interesse do público brasileiro pelo futebol feminino. O apoio constante, mesmo com o placar adverso, emocionou as jogadoras, que foram aplaudidas ao final. Taticamente, o técnico Arthur Elias deve trabalhar a gestão emocional da equipe. O excesso de nervosismo após o gol americano expôs fragilidades que não podem aparecer em 2027. Por outro lado, o desempenho no primeiro tempo e a capacidade de competir de igual para igual contra as atuais campeãs olímpicas reforçam o potencial da geração atual. Com o fim da série de amistosos contra os EUA, a Seleção Feminina volta suas atenções para a agenda de 2026 e o grande objetivo do ano que vem. A Copa do Mundo em casa representa a chance de um marco histórico para o esporte feminino no país. Lições foram aprendidas na dor: talento sozinho não basta. É preciso maturidade, disciplina e controle emocional para superar adversários do calibre dos Estados Unidos.
➯ Amistoso da seleção brasileira visando a Copa do Mundo de 2027, em casa;
➯ Kerolin e Ludmila foram expulsas, por reclamação, quando o jogo já havia terminado;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
➯ Uniforme dos EUA: Camisa, Calção e Meias Azul-Escuro com Detalhes Amarelos e Branco (Puma);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
❏ Top-3 Maiores Públicos do Castelão em 2026
➯ Brasil 0 x 1 Estados Unidos (amistoso feminino) – 55.744 torcedores
➯ Ceará 1 x 1 Fortaleza (Campeonato Cearense) – 49.240 torcedores
➯ Fortaleza 1 x 2 Vitória (Copa do Nordeste) – 30.042 torcedores
Brasil vira o jogo e conquista vitória épica sobre os Estados Unidos na Neo Química Arena
Em uma noite inesquecível para o futebol feminino brasileiro, a Seleção Canarinho demonstrou garra, talento e resiliência ao vencer os Estados Unidos por 2 a 1, em amistoso internacional disputado na Neo Química Arena, casa do Corinthians, neste sábado, 6 de junho de 2026. Diante de mais de 31 mil torcedores que lotaram o estádio e criaram uma atmosfera eletrizante, as Guerreiras do Brasil superaram um início adverso e viraram o placar ainda no primeiro tempo, com gols de Tainá Maranhão e Bia Zaneratto. O tento americano foi marcado por Sophia Wilson.
Um começo de susto: Mal deu tempo para os torcedores se ajeitarem nas cadeiras e os Estados Unidos já estavam na frente. Aos 2 minutos do primeiro tempo, a defesa brasileira errou na saída de bola, Yohannes recuperou e a bola sobrou para Sophia Wilson. A atacante, de fora da área, finalizou com precisão no canto direito da goleira Lelê, que nada pôde fazer. 0 a 1. Um gol que poderia abalar qualquer equipe, mas não esta Seleção Brasileira.
Em vez de se retrair, o Brasil partiu para cima com tudo. Dudinha, especialmente inspirada, criou duas boas oportunidades seguidas, mostrando a força do ataque pelas pontas. Aos 6 minutos, Bia Zaneratto fez uma bela arrancada pela direita, invadiu a área e o rebote sobrou limpo para Dudinha, que, livre dentro da pequena área, mandou por cima do gol — lance inacreditável, mas que serviu como combustível para a reação. Pouco depois, Bia pressionou a saída de bola da goleira americana Mandy McGlynn e quase roubou o empate de forma providencial.
A virada relâmpago das Guerreiras: A pressão surtiu efeito aos 11 minutos. Isabela recebeu pela direita e cruzou com perfeição na medida para Tainá Maranhão. A atacante do Palmeiras subiu mais alto que a zaga adversária e testou de cabeça no canto esquerdo, igualando o placar: 1 a 1. A Neo Química Arena explodiu em gritos de “Brasil, Brasil!”. Três minutos depois, veio a virada. Bia Zaneratto arrancou em velocidade, tabelou lindamente com Dudinha e finalizou rasteiro, no contrapé de McGlynn. 2 a 1. Virada construída em apenas 14 minutos de bola rolando.
O restante do primeiro tempo foi de domínio brasileiro. Lelê fez uma defesa espetacular nos pés de Wilson, evitando o empate. Dudinha e Tainá seguiram incomodando a defesa americana, que parecia atordoada com a velocidade e a técnica das donas da casa. No segundo tempo, os Estados Unidos, comandados por Emma Hayes, tentaram reagir e tiveram mais posse de bola em alguns momentos, criando perigo em chutes de longa distância e bolas paradas. Hutton acertou a trave após desvio de Lelê, e houve um bate-rebate perigoso na área brasileira. No entanto, a defesa comandada por Thais Ferreira, Mariza e Isa Haas se manteve sólida. Arthur Elias mexeu bem no time, dando minutos importantes a jogadoras como Rafaelle, Vitória Yaya, Ludmila e outras, mantendo o equilíbrio
Mais que um amistoso: um marco: A vitória sobre os Estados Unidos, uma potência com histórico amplamente favorável no confronto (mas que vem sendo desafiada nos últimos anos), tem sabor especial. É apenas a quinta ou sexta vitória brasileira na história contra as americanas, dependendo da contagem exata, mas chega em momento estratégico. Com a Copa do Mundo de 2027 se aproximando, o Brasil mostra evolução tática, mentalidade vencedora e um elenco profundo, mesmo sem sua maior estrela em campo.
Bia Zaneratto, com gol e assistência indireta, foi uma das grandes figuras. Tainá Maranhão, com o cabeceio preciso, provou mais uma vez ser uma arma letal nas bolas aéreas. Dudinha, incansável, foi o motor do meio para frente. Lelê, no gol, transmitiu segurança. Do lado americano, Sophia Wilson marcou em seu retorno, mas a equipe sentiu a pressão do público e a intensidade brasileira. O público de 31.336 pagantes, com renda bruta superior a R$ 1,6 milhão, mostrou que o futebol feminino brasileiro tem mercado, paixão e potencial para encher estádios. A festa nas arquibancadas, com bandeiras, cantos e apoio ininterrupto, foi o sexto jogador em campo. Marta, mesmo sem atuar, participou da celebração, acenando e recebendo o carinho da torcida — um símbolo da transição e continuidade da Seleção.
Olhando para o futuro: Este triunfo chega após uma campanha consistente em 2026, com vitórias expressivas na SheBelieves Cup e outros amistosos. Arthur Elias acerta na montagem de um time dinâmico, que combina marcação alta, transições rápidas e qualidade técnica individual. Os Estados Unidos, vice-campeões olímpicos e sempre competitivos, serviram como excelente parâmetro. Na terça-feira, dia 9, as equipes se reencontram no Castelão, em Fortaleza, para o segundo amistoso. O Brasil chega embalado, com moral elevada e a confiança renovada. Para as Guerreiras, cada jogo é um passo rumo a 2027, quando o mundo inteiro terá os olhos voltados para o futebol feminino brasileiro.Esta vitória na Neo Química Arena não foi apenas um 2 a 1. Foi a afirmação de que o Brasil feminino está vivo, ambicioso e pronto para escrever novas páginas gloriosas. Respeita a Amarelinha! O futuro é verde e amarelo.
➯ Amistoso da seleção brasileira visando a Copa do Mundo de 2027, em casa;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
➯ Uniforme dos EUA: Camisa, Calção e Meias Pretas com Detalhes Amarelos e Branco (Puma);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
Próximo Jogo 9 de Junho 2026 Arena Castelão Fortaleza, Ceará