
Seleção Brasileira Feminina conquista título inédito da FIFA Series com vitória heroica por 1 a 0 sobre o Canadá
Na noite de 18 de abril de 2026, a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), foi palco de um momento histórico para o futebol brasileiro feminino. Diante de uma torcida apaixonada e sob o calor característico da capital mato-grossense, a Seleção Brasileira derrotou o Canadá por 1 a 0 e sagrou-se campeã da FIFA Series 2026 com 100% de aproveitamento. O gol solitário, marcado por Aline Gomes aos dois minutos do segundo tempo, não apenas decidiu o confronto final, mas coroou uma campanha impecável da equipe comandada pelo técnico Arthur Elias. Foi o primeiro título da história da competição para o Brasil, que superou adversidades, incluindo uma expulsão no decorrer da partida, demonstrando maturidade tática e garra coletiva.
A FIFA Series, iniciativa da FIFA para promover amistosos de alto nível entre seleções de diferentes confederações, ganhou ainda mais relevância nesta edição de 2026. Realizada em Cuiabá, a etapa brasileira reuniu Brasil (anfitriã, CONMEBOL), Canadá (CONCACAF), Coreia do Sul (AFC) e Zâmbia (CAF). O formato, com jogos em turno único, permitiu confrontos inéditos ou pouco frequentes, servindo como excelente preparação para os ciclos futuros, especialmente com a Copa do Mundo Feminina de 2027 programada para o Brasil. Para a Canarinha, o torneio representou oportunidade de consolidar o trabalho de Elias, que assumiu o comando em 2024 e vem construindo uma equipe mais organizada, ofensiva e resiliente.
Antes da decisão contra o Canadá, o Brasil já havia mostrado sua superioridade. Na estreia, goleou a Coreia do Sul por 5 a 1, com gols de Ary Borges, Ludmila, Dudinha, Kerolin e Tainá Maranhão. Em seguida, aplicou 6 a 1 na Zâmbia, com tentos de Yasmim, Tainá Maranhão (novamente), Angelina, Raíssa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. Foram 11 gols marcados e apenas dois sofridos nas duas primeiras rodadas, garantindo seis pontos e o melhor saldo de gols (+9). O Canadá, por sua vez, também somava seis pontos, com vitórias convincentes, mas o saldo inferior (+6) colocava as brasileiras em vantagem no critério de desempate. A final, portanto, era uma verdadeira decisão: quem vencesse, ou mesmo empatasse com vantagem no saldo, levaria o troféu inédito.
O técnico Arthur Elias escalou o time titular com Letícia (Lelê) no gol; Isa Haas, Lauren e Thaís Ferreira na defesa; Aline Gomes, Ary Borges, Duda Sampaio e Tainá Maranhão no meio-campo; e Kerolin, Ludmila e Dudinha no ataque. Uma formação 4-3-3 equilibrada, que priorizava a posse de bola e transições rápidas pelos flancos. Do lado canadense, a treinadora Casey Stoney optou por Kailen Sheridan na meta; Riviere, Buchanan, Gilles e Beckie Sonis na linha defensiva; Regan, Fleming e Awujo no meio; e Lacasse, Smith e Viens no ataque. O Canadá, vice-campeão olímpico em Tóquio-2020 e nona no ranking FIFA, chegava como grande teste de fogo.
O primeiro tempo foi de amplo domínio brasileiro, mas sem a conversão em gols. A Seleção criou pelo menos quatro grandes oportunidades. Aos 21 minutos, Dudinha limpou a marcação pela esquerda e finalizou com perigo; Sheridan defendeu, e no rebote Kerolin arriscou, com Janine Sonis salvando em cima da linha. Na cobrança de escanteio seguinte, Lauren cabeceou no travessão. Dudinha, novamente protagonista, serviu Ludmila, que dividiu com a zaga e rolou para Kerolin. A bola sobrou para Duda Sampaio, cujo chute passou perto. O ápice da pressão veio quando Ludmila disparou em velocidade, saiu cara a cara com Sheridan e finalizou mal, desperdiçando o que seria um golaço. O Brasil teve 54,7% de posse de bola, 23 finalizações (oito no alvo) contra seis do Canadá (duas no alvo), e Sheridan foi a grande responsável por manter o 0 a 0, com seis defesas no total. O Canadá pouco ameaçou, limitando-se a contra-ataques esporádicos.
O segundo tempocomeçou eletrizante. Logo aos 47 minutos (dois do segundo tempo), o gol que mudou o jogo. Em jogada de meio-campo, a bola sobrou dentro da área para Aline Gomes, que, de pé direito, fuzilou sem chance para Sheridan: 1 a 0. Era o primeiro gol da atacante pela Seleção Brasileira em 11 jogos com a amarelinha. Aline, revelação da Ferroviária, com passagens pelo North Carolina Courage (EUA) e atualmente no Pachuca (México), completava sua terceira convocação seguida e transformava em rede o que vinha sendo uma campanha sólida. A torcida explodiu na Arena Pantanal, e o título parecia cada vez mais próximo.
O Canadá reagiu e criou sua melhor chance aos 18 minutos do segundo tempo. Jessie Fleming cobrou falta com precisão, e Evelyne Viens desviou de cabeça, mandando na trave direita de Letícia. O susto serviu de alerta. Aos 35 minutos, o jogo ganhou contornos dramáticos: Ary Borges, que já tinha cartão amarelo por falta anterior, cometeu outra infração dura no meio-campo e foi expulsa. Com uma a menos, o Brasil precisou se reorganizar. Arthur Elias promoveu substituições estratégicas: Angelina entrou no lugar de Duda Sampaio ainda no intervalo; Gabi Portilho, Marília, Evelin Bonifácio, Gio Garbelini, Paloma Maciel, Vitória Calhau e Maiara reforçaram o time ao longo da etapa. O meio-campo se fechou, a defesa se compactou, e as brasileiras passaram a explorar contra-ataques com Kerolin e Dudinha.
Apesar da inferioridade numérica, o Brasil não cedeu espaços. As canadenses pressionaram nos minutos finais, mas Letícia e a zaga (com destaques para Thaís Ferreira e Lauren) seguraram o resultado. Sheridan, novamente, evitou um placar mais elástico com defesas importantes. O apito final da árbitra colombiana María Victoria Daza Ortiz foi recebido com festa: Brasil 1 x 0 Canadá. A Seleção terminou o torneio com três vitórias, 12 gols marcados e dois sofridos, confirmando a evolução coletiva.
Aline Gomes, emocionada, resumiu o sentimento no gramado: “Eu estou chorando, mas continuo feliz como sempre. Não tenho palavras para explicar esse momento. Durante toda a semana quando fui perguntada eu disse que estou muito feliz por estar aqui. É minha segunda convocação seguida, foram três jogos: o primeiro eu comecei titular, o segundo eu entrei no intervalo e fui muito elogiada, e no terceiro eu fui titular também e pude ser coroada com esse gol, meu primeiro gol com a Seleção, e fechar com chave de ouro esse campeonato. Minha mãe e meu irmão estão no estádio hoje, então com certeza é um dia que vai ficar marcado na minha memória.”
Arthur Elias, em coletiva pós-jogo, destacou o merecimento da equipe. “Essa vitória é reflexo do trabalho sério que vem sendo desenvolvido, do talento das nossas atletas e do fortalecimento do futebol feminino no Brasil”, afirmou o comandante, que elogiou a concentração mesmo com a expulsão e o ritmo intenso imposto desde o início. Do lado canadense, Casey Stoney reconheceu a luta de suas atletas, que enfrentaram condições climáticas adversas (temperaturas acima de 40°C) e ainda assim competiram de igual para igual até o fim, mas admitiu a superioridade brasileira no geral.
A conquista tem sabor especial. Além do troféu inédito, a FIFA Series serviu como laboratório para a Copa de 2027. O Brasil, oitavo no ranking FIFA, mostrou solidez defensiva, criatividade no ataque e capacidade de adaptação – qualidades essenciais contra potências como Canadá (nono colocado e ex-campeã olímpica). Jogadoras como Kerolin, Ludmila, Dudinha e Tainá Maranhão confirmaram seu talento, enquanto jovens como Aline Gomes e as substitutas (Angelina, Gabi Portilho) ganharam minutos valiosos. A torcida mato-grossense, lotando a Arena Pantanal, foi o 12º jogadora, impulsionando a equipe em todos os jogos.
No cenário internacional, o título reforça o crescimento do futebol feminino brasileiro, que vive momento de investimentos crescentes em ligas, categorias de base e profissionalismo. A vitória sobre o Canadá, em partida equilibrada e decidida por detalhes, demonstra que a Seleção está pronta para desafios maiores. Com o ranking FIFA a ser atualizado em breve, o Brasil deve subir posições, ganhando moral para as Eliminatórias e amistosos preparatórios para a Copa do Mundo em casa.
Em resumo, a noite de 18 de abril de 2026 ficará marcada na história do esporte nacional. A Seleção Brasileira Feminina não apenas venceu o Canadá por 1 a 0 e conquistou a FIFA Series 2026: ela mostrou ao mundo que o futuro do futebol feminino brasileiro é agora. Com garra, talento e união, a Amarelinha ergueu o troféu e deixou claro que, em 2027, o sonho de ser campeã mundial em casa está mais vivo do que nunca. Parabéns à equipe de Arthur Elias, às atletas e à torcida que vibrou em Cuiabá. O futebol brasileiro feminino segue em ascensão – e este é apenas o começo.
| Aline Gomes, 47' |
 |
1 : 0 |
 |
|
| • Data: 18 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: 22:30 |
Local: 21:30 |
|
| • Competição: FIFA Women's Series |
Fase: Quadrangular |
Grupo: 1 |
Rodada: 3ª |
|
| • Estádio: Arena Pantanal |
Local: Cuiabá, Mato Grosso (BRA) |
|
| • Capacidade: 42.968 Espectadores |
Público: none |
Renda: none |
|
| • Árbitra: María Victoria Daza (Colômbia) |
VAR: Susana Nataly Corella (Equador) |
|
| • Assistente 1: Mary Blanco (Colômbia) |
Assistente 2: Nataly Artega (Colômbia) |
|
|
|
| 12 |
|Letícia Izidoro |
[Corinthians] |
|
|
| 01 |
|Kailen Sheridan |
[North Carolina Courage] |
|
|
| 25 |
|Aline Gomes |
[Pachuca CF] |
75' |
|
| 08 | |Jayde Riviere |
[Manchester United FC] |
|
|
| 04 |
|Lauren Leal |
[Atletico de Madrid] |
75' |
|
| 14 |
|Vanessa Gilles |
[FC Bayern Munich] |
|
|
| 02 |
|Isadora Haas |
[América-MEX] |
|
|
| 03 |
|Kadeisha Buchanan |
[Chelsea FC] |
81' |
|
| 15 |
|Thaís Ferreira |
[SC Corinthians] |
75' |
|
| 16 |
|Janine Sonis |
[Denver Summit FC] |
|
|
| 05 |
|Duda Sampaio |
[Corinthians] |
69' |
|
| 05 |
|Emma Regan |
[Denver Summit FC] |
68' |
|
| 10 |
|Kerolin Ferraz © |
[Manchester City FC] |
75' |
|
| 17 |
|Jessie Fleming © |
[Portland Thorns FC] |
|
|
| 17 |
|Ary Borges |
[Cruzeiro EC] |
80' |
|
| 17 |
|Simi Awujo |
[Manchester United FC] |
68' |
|
| 07 |
|Dudinha |
[San Diego Wave] |
88' |
|
| 09 |
|Olivia Smith |
[Arsenal FC] |
82' |
|
| 14 |
|Ludmila Silva |
[San Diego Wave] |
59' |
|
| 20 |
|Cloé Lacasse |
[Utah Royals] |
60' |
|
| 19 |
|Tainá Maranhão |
[SE Palmeiras] |
75' |
|
| 11 |
|Evelyne Viens |
[AS Roma] |
81' |
|
|
|
| 08 |
|Angelina Alonso |
[Orlando Pride FC] |
59' |
|
| 19 |
|Anabelle Chukwu |
[N.D. Fighting Irish] |
60' |
|
| 09 |
|Giovana Queiroz |
[Atlético de Madrid] |
59' |
|
| 07 |
|Julia Grosso |
[Chicago Stars FC] |
68' |
|
| 11 |
|Evelin |
[Santos FC] |
75' |
|
| 23 |
|Carly Wickenheiser |
[North Carolina Courage] |
68' |
|
| 13 |
|Vitória Calhau |
[Cuzeiro EC] |
75' |
|
| 02 |
|Sydney Collins |
[Bay FC] |
81' |
|
| 18 |
|Gabi Portilho |
[San Diego Wave] |
75' |
|
| 04 |
|Shelina Zadorsky |
[West Ham United] |
81' |
|
| 20 |
|Marília Furiel |
[Cruzeiro EC] |
75' |
|
| 10 |
|Delaney Pridham |
[Ottawa Rapid FC] |
81' |
|
| 26 |
|Paloma Maciel |
[Cuzeiro EC] |
75' |
|
| 15 |
|Nichelle Prince |
[Boston Legacy FC] |
82' |
|
| 23 |
|Maiara Niehues |
[Angel City FC] |
88' |
|
|
| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 0 x 0 |
1 x 0 |
1 x 0 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
|
| |
Tempo |
| |
|
Cartões |
|
| Duda Sampaio |
 |
31'/1º |
|
|
|
|
|
39'/1º |
 |
Emma Regan |
|
| Ary Borges |
 |
32'/2º |
|
|
|
| Ary Borges |
 |
35'/2º |
|
|
|
|
| 01/2º |
Aline Gomes |
 |
1 : 0 |
|
|
|
|
• Observação: Amistoso (Torneio) preparatório do Brasil visando a Copa do Mundo em 2027
• Com esse resultado o Brasil sagrou-se campeão do Torneio FIFA Women's Series 2026
• Na Preliminar - Arena Pantanal: Zâmbia 1 x 1 Coréia do Sul; Link Aqui
• Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Uniforme do Canadá: Camisa, Calção e Meias Vermelhas com detalhes Brancos (Nike);
| Classificação FIFA Women's Series |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| P |
Seleção (Técnico) |
Pts |
Jgs |
Vit |
Emp |
Der |
GP |
GC |
SG |
Situação |
| 1º |
|Brasil (Arthur Elias) |
9 |
3 |
3 |
0 |
0 |
12 |
2 |
10 |
Campeã |
| 2º |
|Canadá (Casey Stoney) |
6 |
3 |
2 |
0 |
1 |
7 |
2 |
5 |
2º Lugar |
| 3º |
|Coréia do Sul (Shin Sang-Woo) |
1 |
3 |
0 |
1 |
2 |
3 |
9 |
-6 |
3º Lugar |
| 4º |
|Zâmbia (Charles Haalubono) |
1 |
3 |
0 |
1 |
2 |
2 |
11 |
-9 |
4º Lugar |
|
• Regulamento: Quem conquistar mais pontos será o campeão do torneio
• Fonte de Pesquisa: Fédération Internationale de Football Association - FIFA |
Próximo Jogo Data Indefinida Wembley Stadium Londres |
 |
|

Brasil Sub-16 é tricampeão do Torneio de Montaigu 2026 ao Vencer Portugal
Em uma final marcada por intensidade, disciplina tática e eficiência defensiva, a Seleção Brasileira Masculina Sub-16 conquistou o título do 53º Torneio Internacional de Montaigu, na França, ao vencer Portugal por 1 a 0 nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026. O gol decisivo foi marcado por Rodrigo, do Vasco da Gama, de pênalti aos 31 minutos do primeiro tempo, no Estádio Maxime Bossis, em Montaigu. Com o triunfo, o Brasil sagrou-se tricampeão da competição — uma das mais tradicionais de categorias de base no mundo —, repetindo os êxitos de 1984 e 2022.
A conquista reforça o protagonismo brasileiro na formação de talentos e o trabalho do técnico Guilherme Dalla Déa, que comandou uma equipe comprometida, madura e capaz de superar adversários de diferentes escolas futebolísticas. Diante de uma Portugal combativa, que chegou invicta e sem sofrer gols até a final, o Brasil soube controlar o jogo, explorar o momento certo e segurar o resultado com garra coletiva.
O caminho até a final: Equilíbrio, evolução e vitórias convincentes: O Torneio de Montaigu, disputado desde 1976, reúne seleções Sub-16 de diversos continentes e serve como importante vitrine para observadores internacionais e formação de futuras estrelas. Em 2026, o Brasil integrou o Grupo A ao lado de Costa do Marfim, China e França. A estreia, em 31 de março, terminou com um empate por 1 a 1 contra a Costa do Marfim. O gol brasileiro foi marcado por Leo, demonstrando desde o início a capacidade de reação do time. Apesar do resultado igualitário, a partida serviu para ajustes táticos e observação do estilo africano, conhecido pela força física e velocidade.
Na segunda rodada, em 2 de abril, o Brasil venceu a China por 1 a 0, com gol de Arthur Diniz. Foi uma vitória sofrida, caracterizada por boa organização defensiva e paciência na construção ofensiva contra uma equipe asiática bem postada. O resultado credenciou a Canarinho à liderança provisória do grupo. O ápice da fase de grupos veio em 4 de abril, com uma goleada por 3 a 0 sobre a França, dona da casa. O triunfo convincente, com gols bem distribuídos, mostrou a superioridade brasileira em transições rápidas e aproveitamento de bolas paradas. Com sete pontos (uma vitória, um empate e uma vitória, saldo de gols positivo), o Brasil garantiu a primeira colocação do Grupo A e o direito de disputar a final contra Portugal, vencedor do Grupo B (composto por Japão, México e Peru). A campanha invicta — três vitórias e um empate, com cinco gols marcados e apenas um sofrido — destacou a solidez coletiva. O técnico Dalla Déa alternou formações, priorizando um 4-3-3 ou 4-2-3-1 flexível, com ênfase em marcação alta no primeiro tempo e compactação no segundo.
A final: Controle brasileiro, pênalti decisivo e defesa heroica: Portugal chegou à decisão com moral elevado, invicta e sem sofrer gols em toda a competição. A equipe lusitana, treinada com foco em posse de bola e saída de jogo trabalhada, propôs um duelo equilibrado desde os primeiros minutos. O Brasil iniciou com uma escalação competitiva, contando com destaques como o zagueiro Lucas Miranda (São Paulo), capitão e pilar da defesa; o volante Jean Carlos; Crystian Gabriel; e no ataque, Rodrigo Jr. (Vasco), que já havia mostrado faro de gol em jogos anteriores da base. Outros nomes de clubes brasileiros, incluindo trio do Bahia e um atleta do Vitória, integraram o elenco, reforçando a diversidade de origens.
O primeiro tempo foi de estudo mútuo. Portugal dominou a posse inicial, mas o Brasil foi mais direto nas transições. Aos 31 minutos, o lance decisivo: jogada pela direita, invasão na área e pênalti claro marcado pela arbitragem. Rodrigo, com frieza impressionante, deslocou o goleiro português e abriu o placar. Foi seu primeiro gol no torneio, mas o mais importante de sua jovem carreira até aqui. “A sensação de fazer o gol do título é incrível. Foi um jogo muito difícil, com muito duelo”, declarou o atacante após a partida.
No segundo tempo, Portugal pressionou em busca do empate, criando algumas chances em cruzamentos e chutes de média distância. No entanto, a defesa brasileira, liderada por Miranda e bem protegida pelos volantes, mostrou maturidade excepcional. O goleiro brasileiro realizou defesas importantes, e o time soube administrar o resultado com trocas oportunas, mantendo a compactação e explorando contra-ataques. O apito final confirmou o 1 a 0 e o tricampeonato. Estatísticas da final refletem o equilíbrio com leve superioridade verde-amarela: Brasil com maior número de finalizações perigosas e melhor aproveitamento de bolas paradas; Portugal com posse ligeiramente superior, mas baixa efetividade. Cartões amarelos foram distribuídos, mas sem expulsões, em um jogo limpo e de alto nível técnico.
Destaques individuais e trabalho coletivo: Lucas Miranda, do São Paulo, foi um dos grandes nomes da campanha. Como capitão, organizou a zaga com liderança e precisão nos desarmes, sendo fundamental na manutenção do gol zero na maior parte dos jogos. Jean Carlos e Crystian Gabriel comandaram o meio-campo, oferecendo equilíbrio entre defesa e criação. No ataque, Rodrigo brilhou na hora certa, enquanto nomes como Arthur Diniz, Leo e outros contribuíram com gols importantes ao longo da competição. O técnico Guilherme Dalla Déa merece destaque pela gestão do grupo. Após conquistas recentes como a Copa 2 de Julho e a Conmebol Liga Evolução, ele priorizou a exposição a diferentes estilos: africano (força), asiático (organização) e europeu (posse). “O Torneio de Montaigu é fantástico, com várias escolas diferentes. Muito bom para a formação e preparação desses jovens com foco no futuro da Seleção Brasileira”, afirmou o comandante.
Importância histórica e projeções para o futuro: Com o título de 2026, o Brasil se consolida como a nação sul-americana com mais conquistas em Montaigu, superando a Argentina (dois títulos). A competição tem revelado talentos que brilharam na Seleção principal, como integrantes da geração campeã em 2022 (Endrick, Luís Guilherme, Pedrinho). A edição 2026 segue essa tradição, formando atletas prontos para os desafios da base e, futuramente, da Seleção Principal. A vitória sobre Portugal tem sabor especial: representa o triunfo da escola brasileira de formação — criativa, resiliente e coletiva — contra uma tradição europeia sólida. Portugal, vice-campeã, sai com moral pela campanha, mas sentiu o peso da primeira derrota e do primeiro gol sofrido. Para os jogadores, a experiência internacional é inesquecível. “Estava todo mundo muito comprometido. É um torneio muito legal. A gente aprende com escolas, culturas diferentes”, resumiu Miranda.
Conclusão: Base sólida para o futuro do futebol brasileiro: A conquista do Torneio de Montaigu 2026 não é apenas mais um troféu na galeria da CBF. É a demonstração de que o investimento nas categorias de base, combinado com planejamento tático inteligente e dedicação dos atletas, continua produzindo frutos. Em um calendário cada vez mais exigente, com competições sul-americanas e intercontinentais, o Brasil mantém sua tradição de revelar craques. Guilherme Dalla Déa e sua comissão técnica voltam ao Brasil com a missão cumprida e valiosas observações para os próximos ciclos. Os jovens campeões, por sua vez, carregam na bagagem não só uma medalha, mas lições de superação, trabalho em equipe e amor à amarelinha que certamente os acompanharão em suas carreiras. Enquanto a torcida brasileira celebra mais um título de base, o futebol mundial observa: a fábrica de talentos do Brasil segue funcionando a pleno vapor. O hexa da principal pode estar distante, mas o futuro da Canarinho brilha forte com essa geração Sub-16.
| Rodrigo Júnior 31' |
 |
1 : 0 |
 |
|
| • Data: 5 de abril de 2026 |
Horário de Brasília: ? |
Local: 12:45 |
|
| • Competição: 53º Torneio de Montaigu |
Fase: Final |
Grupo: # |
Rodada: # |
|
| • Estádio: Complexe Sportif Maxime Bossis |
Local: Montaigu (França) |
|
| • Capacidade: None |
Público: None |
Renda: Não Divulgada |
|
| • Árbitro: Sem Registro |
VAR: Sem Registro |
|
| • Assistente 1: Sem Registro |
Assistente 2: Sem Registro |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| DT: Guilherme Dalla Déa 4-3-3 |
|
|
|
|
|
| 20 |
|Victor Bastianele |
|
40' |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 1 x 0 |
0 x 0 |
1 x 0 |
- |
- |
- |
- |
- |
| Cartões |
|
| |
Tempo |
| |
|
Cartões |
|
|
|
75' |
 |
Victor Bastianele |
|
|
| 30'/1º |
Rodrigo Jr. (Pen) |
 |
1 : 0 |
|
|
|
|
• Observação: Com esse resultado o Brasil sagrou-se tricampeão do torneio;
• Observação: As partidas eram disputadas em dois tempos de 40 minutos cada;
• Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Brancas (Nike);
• Portugal: Camisa Grená, Calção Verde e Meias Grená (Nike);
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