Brasil Humilha Itália e Elimina Campeã Mundial da Copa das Confederações
Em uma noite inesquecível no Loftus Versfeld Stadium, a Seleção Brasileira comandada por Dunga aplicou uma sonora goleada de 3 a 0 sobre a Itália de Marcello Lippi, atual campeã do mundo. O triunfo, consumado com dois gols de Luís Fabiano e um contra de Andrea Dossena, não apenas garantiu a liderança do Grupo B com 100% de aproveitamento como eliminou os Azzurri da competição. Mais de 41 mil torcedores testemunharam o domínio verde-amarelo em um jogo que ficará marcado como uma das melhores apresentações do Brasil no torneio. A partida, disputada sob os holofotes de Pretoria, representou um confronto clássico entre duas potências do futebol. De um lado, o Brasil, com seu futebol ofensivo e pragmático; do outro, a Itália, tentando se recuperar de uma surpreendente derrota para o Egito na rodada anterior. O que se viu foi uma Seleção Brasileira madura, organizada e letal nos momentos decisivos.
Primeiro Tempo: Domínio brasileiro e virada rápida: O jogo começou equilibrado, com a Itália tentando impor seu ritmo através da posse de bola e do talento de Andrea Pirlo no meio-campo. Lippi escalou uma equipe com Buffon no gol, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Dossena na defesa, Montolivo, De Rossi e Pirlo no meio, e Iaquinta e Toni no ataque. O Brasil, por sua vez, foi a campo com Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires; Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Nos primeiros minutos, a Itália pressionou um pouco mais alto, buscando explorar as laterais. No entanto, o meio-campo brasileiro, com Felipe Melo e Gilberto Silva atuando como âncoras, neutralizava bem as investidas. Kaká e Robinho começavam a encontrar espaços entre as linhas italianas.
Aos 36 minutos, o primeiro gol saiu. Em uma jogada bem construída pelo lado direito, Maicon avançou e cruzou. A bola sobrou para Luís Fabiano, que, dentro da grande área, dominou com categoria e finalizou no canto de Buffon. 1 a 0 Brasil. O centroavante, que já havia brilhado contra o Egito, mostrava mais uma vez por que é o artilheiro da Seleção no torneio. A Itália sentiu o golpe. Três minutos depois, aos 39-40 minutos (aproximadamente 43' no relato), nova investida brasileira. Kaká recebeu na intermediária, enfiou um passe preciso para Luís Fabiano, que invadiu a área e, com frieza, tocou por cima de Buffon ou em finalização colocada. 2 a 0. O camisa 9 explodia de alegria, e o banco brasileiro comemorava efusivamente. Ainda antes do intervalo, aos 45 minutos, o terceiro gol. Em uma cobrança de escanteio ou cruzamento perigoso (detalhes confirmam pressão brasileira), a bola desviou em Andrea Dossena e entrou. Contra. 3 a 0. O estádio explodiu. A Itália, atordoada, viu o sonho das semifinais se afastar dramaticamente em apenas dez minutos de fúria brasileira. O primeiro tempo terminou com o Brasil dominando as ações, superior em velocidade, intensidade e eficiência.
Segundo Tempo: Controle total e administração do resultado:No retorno do intervalo, Lippi tentou reagir. Fez alterações, colocando Giuseppe Rossi e Simone Pepe, buscando mais dinamismo. A Itália até teve mais posse de bola em alguns momentos, mas faltava objetividade. Pirlo distribuía, De Rossi lutava, mas a defesa brasileira, bem postada com Lúcio e Juan, não dava espaços. Dunga, por sua vez, administrou. Fez substituições pontuais, mantendo a estrutura. O Brasil reduziu o ritmo, mas continuou perigoso nos contra-ataques. Robinho e Kaká, mesmo cansados, criavam situações. Luís Fabiano, incansável, pressionava a saída de bola italiana.
A Itália pressionou em alguns momentos, sobretudo em bolas paradas, mas Júlio César esteve seguro. O goleiro brasileiro praticamente não foi exigido seriamente. A marcação alta do Brasil incomodava os italianos, que cometiam faltas e perdiam a paciência. O árbitro Benito Archundia controlou bem o jogo, distribuindo cartões amarelos quando necessário, mas sem grandes polêmicas. O segundo tempo foi de controle brasileiro. Sem pressa, a Seleção trocava passes, explorava as laterais com Maicon e André Santos, e mantinha a posse. A torcida verde-amarela presente no estádio vibrava a cada avanço. Aos poucos, o cansaço italiano ficou evidente. A eliminação se aproximava.
Análise Tática: Pragmatismo de Dunga vs. Experiência de Lippi: Taticamente, o Brasil de Dunga foi superior. O treinador optou por um 4-2-3-1 compacto, com Gilberto Silva e Felipe Melo formando uma dupla de volantes que dava segurança. Ramires adicionava energia pelo meio. Na frente, Kaká atuava como meia-atacante, ligando o jogo para Robinho e Luís Fabiano. A pressão no meio-campo foi fundamental para recuperar bolas e lançar contra-ataques rápidos .A Itália de Lippi, em um 4-3-3 ou variação, dependia muito de Pirlo para criar. No entanto, o meio-campo brasileiro anulou o maestro. A defesa italiana, com Cannavaro e Chiellini, sofreu com a velocidade e o físico de Fabiano. Dossena teve uma noite para esquecer, culminando no gol contra.
O Brasil explorou bem as transições. Enquanto a Itália tentava construir desde atrás, o time de Dunga era direto e vertical. A superioridade física e a intensidade nos primeiros 45 minutos decidiram o jogo. No segundo tempo, o pragmatismo prevaleceu: manter a vantagem sem correr riscos desnecessários. Dunga provou que seu estilo, criticado por alguns por ser “defensivo”, pode ser extremamente eficiente contra equipes europeias tradicionais. Lippi, por sua vez, viu sua equipe pagar caro pela falta de intensidade inicial e pela fragilidade emocional após o primeiro gol.
Conclusão: Um passo firme rumo ao título: Com esta vitória, o Brasil fecha a fase de grupos com três vitórias, nove pontos e saldo positivo impressionante. Avança às semifinais como favorito ao título, reforçando sua condição de uma das principais seleções do mundo. A eliminação da Itália é um duro golpe para os campeões mundiais de 2006. Com apenas três pontos, dependeram do resultado paralelo entre EUA e Egito, que terminou com vitória americana, selando a saída dos Azzurri. Para o torcedor brasileiro, o jogo de ontem revive memórias de grandes atuações. Luís Fabiano consolida-se como estrela, Kaká mostra lampejos do melhor futebol, e o coletivo funciona. Dunga pode comemorar: sua Seleção é madura, competitiva e pronta para os desafios que virão, incluindo a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. O futebol sul-africano testemunhou mais uma página dourada da história verde-amarela. O Brasil segue firme na busca pelo tricampeonato da Copa das Confederações. Que venham as semifinais!
➯ Com a vitória o Brasil classificou-se em 1º lugar do grupo. Com a derrota por 3 gols de diferença e a vitória dos Estados Unidos sob o Egito por 3-0 a Itália perdeu a segunda vaga para os americanos;
➯ Esta foi a primeira vez que Brasil e Itália se enfrentaram na Copa das Confederações;
➯ Melhor Jogador da Partida (Player of The Match): Luís Fabiano, Atacante do Brasil;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Azuis (Nike);
➯ Uniforme da Itália: Camisa Azul-Celeste, Calção e Meias Brancas (Puma);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
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