Brasil goleia Estados Unidos por 3 a 0 e encaminha classificação as Semifinais
Pretoria, 19 de junho de 2009 – A Seleção Brasileira mostrou sua força e superioridade técnica na segunda rodada da Copa das Confederações. No Loftus Versfeld Stadium, em Pretoria, o Brasil venceu os Estados Unidos por convincentes 3 a 0, com gols de Felipe Melo, Robinho e Maicon. Uma atuação sólida, especialmente no primeiro tempo, que deixa o time de Dunga com seis pontos no Grupo B e praticamente classificado para as semifinais.
Após o susto na estreia contra o Egito, onde venceu por 4 a 3, o Brasil entrou em campo com ajustes e uma postura mais equilibrada. Dunga manteve a base, escalando Júlio César no gol; Maicon, Lúcio, Miranda e André Santos na defesa; Gilberto Silva, Ramires e Felipe Melo no meio; Kaká, Robinho e Luís Fabiano no ataque. Os EUA, comandados por Bob Bradley, vieram com Tim Howard; Spector, Onyewu, DeMerit, Bornstein; Bradley, Beasley, Kljestan; Dempsey, Donovan e Altidore.
Primeiro Tempo: Domínio brasileiro desde o início:O jogo começou com o Brasil impondo seu ritmo. A Seleção pressionava alto e explorava bem as laterais, especialmente com Maicon e André Santos. Os americanos tentavam marcar forte no meio, mas sofriam com a qualidade dos meias brasileiros. Aos 7 minutos, veio o primeiro gol. Em cobrança de falta de Maicon da intermediária, Felipe Melo subiu alto na área e cabeceou com precisão, sem chances para Howard: 1 a 0. Um gol importante que tranquilizou a equipe e confirmou a boa fase do volante, que vem se destacando na marcação e no apoio ao ataque.
O Brasil não diminuiu o ritmo. Aos 20 minutos (ou 19' em algumas contagens), o segundo gol surgiu em uma bela jogada coletiva. Após uma saída de bola errada dos EUA em escanteio, Ramires recuperou a posse, avançou e serviu Robinho. O atacante, com sua habilidade característica, driblou o marcador e chutou cruzado, mandando a bola para o fundo das redes: 2 a 0. Robinho, que havia entrado bem na partida anterior, mostrava mais uma vez seu talento em espaços abertos.
Até o final do primeiro tempo, o Brasil seguiu dominando. Kaká e Luís Fabiano criavam constantes ameaças, enquanto a defesa brasileira, bem postada com Lúcio e Miranda, neutralizava as poucas investidas americanas. Donovan e Dempsey tentavam criar, mas encontravam pouca resposta no ataque. O intervalo chegou com merecida vantagem de 2 a 0, refletindo a superioridade verde-amarela em posse de bola, finalizações e intensidade.
Segundo Tempo: Brasil administra e amplia: Na volta do intervalo, os EUA tentaram reagir, colocando mais gente no ataque e buscando velocidade com substituições. Bradley mexeu na equipe, mas o Brasil estava atento. Dunga orientou os jogadores a manterem a concentração, evitando contra-ataques perigosos. O terceiro gol saiu aos 62 minutos (ou 61'). Maicon, em grande atuação, recebeu na direita, invadiu a área e chutou de ângulo fechado. A bola passou por entre as pernas de um defensor e enganou Howard, morrendo no fundo da rede: 3 a 0. Um gol de lateral-direito que coroou a excelente performance de Maicon, eleito o melhor em campo. O gol praticamente liquidou o jogo.
Com a vantagem confortável, o Brasil diminuiu um pouco o ritmo, trocando passes e controlando o relógio. Dunga promoveu substituições: Júlio Baptista e Nilmar entraram, dando fôlego fresco ao ataque. Kaká e Luís Fabiano saíram aplaudidos. Os americanos, desanimados e com um jogador a menos em alguns momentos de pressão (Kljestan foi expulso mais tarde em outras referências, mas o domínio já era claro), não conseguiram criar chances reais de gol. Júlio César praticamente não trabalhou no segundo tempo, tamanha a solidez da defesa brasileira. O árbitro Massimo Busacca encerrou a partida sem maiores sustos, com o placar de 3 a 0 consolidado. Uma vitória limpa, sem sustos como na estreia, que demonstra evolução na equipe de Dunga.
Análise e destaques: Maicon foi o grande nome da partida. Além do gol, o lateral deu assistência indireta no primeiro e comandou o lado direito com passes precisos e subidas constantes. Felipe Melo abriu o placar e foi fundamental na contenção. Robinho decidiu com classe. O meio-campo, com Gilberto Silva e Ramires, deu equilíbrio perfeito entre defesa e criação. Pelo lado americano, Tim Howard fez algumas defesas importantes, mas pouco pôde fazer contra a qualidade brasileira. Donovan e Dempsey foram os mais ativos, mas isolados. A equipe dos EUA mostrou garra, porém sentiu a diferença técnica e tática contra uma Seleção em ascensão.
Com seis pontos em dois jogos, o Brasil lidera o Grupo B e depende de um resultado simples contra a Itália, na última rodada, para garantir a primeira colocação. Os EUA, com uma derrota, ainda têm chances matemáticas, dependendo de outros resultados. Esta vitória em Pretoria reforça o favoritismo brasileiro na competição. Dunga tem conseguido mesclar experiência e juventude, com um time compacto e letal nos contra-ataques. A torcida brasileira, que lotou as arquibancadas do Loftus Versfeld, vibrou do início ao fim e agora sonha alto com o título. O futebol sul-africano continua encantando o mundo, e o Brasil, mais uma vez, é protagonista. Uma atuação madura, que serve como preparação ideal para desafios maiores, como a Copa do Mundo de 2010, aqui mesmo no país sede.
➯ Com esse resultado o Brasil garantiu sua classificação as semifinais, antecipadamente;
➯ Esta foi a primeira vez que Brasil e Estados Unidos se enfrentaram na Copa das Confederações;
➯ Curiosidade: Michael Bradley é filho de Bob Bradley técnico do time americano;
➯ Melhor Jogador da Partida (Player of The Match): Maicon, Lateral-Direito, Brasil;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Azuis (Nike);
➯ Uniforme dos Estados Unidos: Camisa, Calção e Meias Brancas (Nike);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
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