Brasil vira o jogo, bate EUA e conquista o tricampeonato da Copa das Confederações
(Johannesburg, 29 de junho de 2009) Em uma final eletrizante no Ellis Park Stadium, a Seleção Brasileira superou os Estados Unidos por 3 a 2, virando um placar adverso de 2 a 0 no primeiro tempo. Com gols de Luís Fabiano (dois) e Lúcio, o Brasil reverteu a vantagem americana e sagrou-se tricampeão da Copa das Confederações. Diante de mais de 52 mil torcedores, a equipe de Dunga mostrou garra, qualidade e poder de reação, confirmando sua superioridade no torneio. Os Estados Unidos, que surpreenderam o mundo ao eliminar a Espanha na semifinal, começaram voando e abriram 2 a 0 com gols de Clint Dempsey e Landon Donovan. Parecia o dia do azarão. Mas o Brasil, com sua tradição de viradas históricas, acordou no segundo tempo e construiu uma das maiores reações de uma final de torneio FIFA.
Primeiro Tempo: EUA dominam, Brasil apático e dois gols de choque: O jogo começou com os americanos surpreendendo pela intensidade. Bob Bradley montou uma equipe aguerrida, com Tim Howard no gol, Spector, Onyewu, DeMerit e Bocanegra na defesa, e um meio-campo dinâmico com Clark, Feilhaber, Dempsey e Donovan. No ataque, Davies e Altidore. Aos 10 minutos, o primeiro gol. Jonathan Spector cruzou da direita e Clint Dempsey, livre na área, tocou de primeira para o fundo das redes. 1 a 0 Estados Unidos. O Brasil, com Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires; Kaká, Robinho e Luís Fabiano, parecia desorganizado e lento.
Aos 27 minutos, o segundo. Landon Donovan recebeu na esquerda, cortou para dentro e chutou colocado, sem chance para Júlio César. 2 a 0. O estádio explodiu com a torcida neutra e os poucos americanos presentes. O Brasil sofria com a marcação alta dos EUA, que anulavam Kaká e Robinho. Felipe Melo recebeu amarelo, e André Santos também. Tim Howard fazia defesas importantes, mantendo o domínio americano. O primeiro tempo terminou com os Estados Unidos merecidamente na frente. Eles foram mais intensos, rápidos nas transições e aproveitavam bem os espaços deixados pela defesa brasileira. O Brasil tinha mais posse, mas pouca efetividade. Dunga via sua equipe apática, sem a criatividade habitual.
Segundo Tempo: Reação brasileira, virada heroica e título conquistado: Na volta do intervalo, o Brasil voltou outro time. Logo aos 46 minutos (41 segundos do segundo tempo), Maicon lançou, Luís Fabiano dominou, girou sobre DeMerit e chutou no canto. 2 a 1. O gol deu vida à Seleção e abalou os americanos. O Brasil passou a dominar. Kaká, mais solto, criava perigo. Robinho e Luís Fabiano pressionavam. Dunga mexeu: Dani Alves e Elano entraram, reforçando o ataque. Aos 74 minutos, o empate. Kaká avançou pela esquerda e cruzou. Robinho chutou, a bola bateu no travessão e sobrou para Luís Fabiano, que cabeceou para o gol. 2 a 2! O artilheiro do torneio (cinco gols) explodiu de alegria.
A virada veio aos 84 minutos. Em escanteio cobrado por Elano, Lúcio subiu mais alto que Dempsey e cabeceou com força para o fundo do gol. 3 a 2 Brasil! O capitão correu para a torcida, e o banco explodiu. Nos minutos finais, os EUA tentaram reagir, mas o Brasil controlou o jogo com maturidade, trocando passes e segurando a bola. O apito final consagrou o Brasil como campeão. Kaká foi eleito o melhor em campo, e Luís Fabiano o artilheiro do torneio.
Análise Tática: Da apatia à supremacia no segundo tempo: No primeiro tempo, o Brasil de Dunga falhou na marcação. Os volantes Gilberto Silva e Felipe Melo não conseguiram conter as chegadas americanas. Ramires teve atuação discreta, e a linha de ataque ficou isolada. Os EUA exploraram bem as laterais e o contra-ataque, com Donovan e Dempsey decisivos. No intervalo, Dunga ajustou o time. A entrada de Elano e Dani Alves deu mais opções ofensivas. O meio-campo ganhou criatividade, com Kaká brilhando.
A pressão alta surtiu efeito, recuperando bolas no campo de ataque. Luís Fabiano foi o pivô ideal, segurando e finalizando. Os Estados Unidos cansaram fisicamente no segundo tempo. Bradley tentou refrescar com substituições, mas o ímpeto inicial se perdeu. A defesa americana sofreu com a velocidade brasileira e as bolas paradas – o gol de Lúcio veio exatamente de uma jogada ensaiada. Dunga provou mais uma vez seu pragmatismo: sofreu, ajustou e venceu. O coletivo superou as individualidades americanas.
Conclusão: Triunfo da raça e confirmação de uma grande geração: O Brasil levanta o troféu da Copa das Confederações pela terceira vez (1997, 2005 e 2009), mantendo a hegemonia. A virada de ontem entra para a história como uma das maiores de uma final. Luís Fabiano foi monstro, Kaká decidiu, Lúcio liderou e o time mostrou garra. Para os Estados Unidos, a campanha foi histórica. Chegaram à final pela primeira vez em um torneio FIFA masculino e deram trabalho ao pentacampeão do mundo. Tim Howard foi um dos destaques, mas o cansaço pesou. Dunga fecha o torneio com a Seleção invicta e com moral alto para a preparação da Copa de 2010. O futebol brasileiro celebra mais um título, reforçando sua tradição de superação. Que noite mágica em Johannesburg! O Brasil é tricampeão. O verde-amarelo brilha mais uma vez no topo do mundo.
➯ Com esse resultado o Brasil sagrou-se campeão da Copa das Confederações pela 3ª vez;
➯ Quando estava (2-1) para os americanos Kaká cabeceou uma bola e o goleiro Howard tirou de dentro do gol. Nem o árbitro e principalmente o bandeirinha viram que a bola entrou. E o jogo seguiu;
➯ Curiosidade: Michael Bradley é filho de Bob Bradley técnico do time americano;
➯ Melhor Jogador da Partida (Player of The Match): Kaká, meia-atacante, Brasil;
➯ Uniforme do Brasil: Camisa Amarela, Calção Azul e Meias Azuis (Nike);
➯ Uniforme dos Estados Unidos: Camisa, Calção e Meias Brancas (Nike);
❏ Todos os Jogos: Brasil x Estados Unidos (Head to Head: Brazil vs USA) →
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