
Seleção Brasileira Feminina Estreia em 2026 com Goleada Sobre a Costa Rica em Amistoso Eletrizante
Alajuela, Costa Rica – 28 de fevereiro de 2026 – A Seleção Brasileira Feminina de Futebol iniciou o ano de 2026 com o pé direito, ou melhor, com uma avalanche de gols. Em um amistoso disputado na noite de sexta-feira (27), no Estádio Alejandro Morera Soto, na cidade de Alajuela, as comandadas do técnico Arthur Elias golearam a Costa Rica por 5 a 2. O jogo, que marcou a estreia da equipe canarinha na temporada, foi marcado por um primeiro tempo dominante do Brasil, um susto no segundo tempo com a reação das anfitriãs, e uma recuperação final que garantiu a vitória convincente. Com gols de Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Tainá Maranhão e Adriana, o Brasil demonstrou sua superioridade técnica, mas também expôs falhas defensivas que quase custaram caro.
O amistoso faz parte de uma maratona de preparação para a Seleção Feminina, que visa afinar o time para competições futuras, como a Copa América Feminina e as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2027. Após um 2025 marcado por altos e baixos, incluindo a participação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 – onde o Brasil chegou às quartas de final –, Arthur Elias optou por uma formação ousada e ofensiva, priorizando o talento individual de jogadoras experientes e estreantes. Do lado costarriquenho, a equipe da casa, treinada por Benny Valverde, buscava surpreender com uma defesa sólida e contra-ataques rápidos, mas a diferença de qualidade entre as seleções foi evidente desde os primeiros minutos.
O Contexto Pré-Jogo: Expectativas e Histórico:Antes de a bola rolar, o clima era de otimismo no lado brasileiro. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) convocou um elenco mesclado, com veteranas como Tamires e Bia Zaneratto ao lado de promessas como a goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, nascida em Portugal, filha de pai brasileiro e mãe angolana, que fez sua estreia absoluta na seleção principal. Thaís, que atua no Benfica, foi uma das surpresas na lista de Arthur Elias, que justificou a escolha pela necessidade de renovação no gol, especialmente após lesões e aposentadorias recentes.
A Costa Rica, por sua vez, entrava em campo como azarão. As "Ticas" ocupam uma posição modesta no ranking da FIFA (cerca de 40ª colocada), enquanto o Brasil figura entre as top 10 mundiais. O histórico de confrontos favorece amplamente as brasileiras: em encontros anteriores, o Brasil venceu por placares elásticos, como 6-0 em 2015 e 3-0 em 2018, ambos em torneios amistosos ou preparatórios. No entanto, a Costa Rica tem evoluído, com jogadoras como Priscila Chinchilla, atacante do Pachuca (México), que se tornaria a protagonista da reação no segundo tempo.
O Estádio Alejandro Morera Soto, casa do Alajuelense, recebeu um público modesto, estimado em cerca de 5 mil torcedores, majoritariamente costarriquenhos, que criaram uma atmosfera hostil, mas respeitosa. O jogo começou às 20h locais (22h de Brasília), sob temperatura amena de 22°C, condições ideais para um futebol dinâmico.
Escalações e Formações Iniciais: Arthur Elias escalou o Brasil em um 4-3-3 ofensivo, priorizando a posse de bola e a velocidade nas pontas. A lineup inicial foi: Thaís Lima no gol; Fe Palermo na lateral direita, Mariza e Thaís Ferreira na zaga central, e Tamires na lateral esquerda; Duda Sampaio como única volante de contenção; e um ataque estrelado com Kerolin, Bia Zaneratto, Tainá Maranhão, Jaqueline e Jheniffer. Sete das titulares atuam no futebol brasileiro: Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira pelo Corinthians; Bia Zaneratto, Tainá Maranhão e Fe Palermo pelo Palmeiras. Essa escolha reflete a estratégia de Elias de valorizar o Brasileirão Feminino, que tem se fortalecido nos últimos anos.
Pela Costa Rica, o técnico optou por um 4-4-2 mais conservador: Daniela Solera no gol; Gabriela Guillen, Mariana Benavides, Daniela Coto e Fabiola Villalobos na defesa; Raquel Rodríguez, Katherine Alvarado, Emilie Valenciano e Gloriana Villalobos no meio-campo; e Priscila Chinchilla e Michelle Montero no ataque. A equipe da casa apostava na experiência de Chinchilla, artilheira com passagens por clubes europeus, para explorar erros brasileiros.
Primeiro Tempo: Domínio Absoluto do Brasil:O Brasil não demorou a impor seu ritmo. Desde o apito inicial, a posse de bola foi esmagadora – terminando o jogo em 67,6% para as brasileiras, segundo estatísticas da ESPN. Aos 10 minutos, o primeiro gol veio em um lance de pura classe: Duda Sampaio lançou Kerolin em profundidade; a atacante do North Carolina Courage (EUA) invadiu a área e, com um toque sutil por cobertura, encobriu a goleira Solera. Foi o gol que abriu as comportas.
Apenas três minutos depois, aos 13', Tainá Maranhão, jogadora do Palmeiras, mostrou sua versatilidade. Pela esquerda, ela driblou a marcação e rolou para Jheniffer, do Corinthians, que chegou de trás e bateu de primeira, no canto esquerdo, sem chances para Solera. Jheniffer, artilheira do Brasileirão 2025, celebrava seu primeiro gol na noite.O terceiro veio aos 27 minutos, novamente com participação de Tainá Maranhão. Lançada pela esquerda, ela encarou a zagueira Benavides, cortou para dentro e chutou rasteiro no canto direito. Foi o primeiro gol de Tainá pela seleção principal, um marco na carreira da atacante de 24 anos, que tem se destacado no Palmeiras com velocidade e finalizações precisas. Aos 34 minutos, Tainá quase marcou novamente, mas o gol foi anulado por impedimento milimétrico.O primeiro tempo terminou com 3 a 0 para o Brasil, que registrou 18 finalizações contra apenas 2 das costarriquenhas. A defesa brasileira mal foi testada, e Thaís Lima teve uma estreia tranquila até então.
Segundo Tempo: Susto, Reação e Consolidação da VitóriaO intervalo trouxe uma Costa Rica mais agressiva. Aos 6 minutos da etapa final (51' no total), Priscila Chinchilla aproveitou um lançamento longo da defesa. Livre entre as zagueiras brasileiras, ela driblou Thaís Lima, que saiu mal do gol, e concluiu para as redes vazias: 3 a 1. O gol injetou ânimo nas Ticas, que pressionaram alto.
Aos 21 minutos do segundo tempo (66' no total), mais um erro defensivo brasileiro. Chinchilla pressionou a saída de bola, desarmou Thaís Lima e marcou o segundo gol da Costa Rica: 3 a 2. O estádio explodiu, e por alguns momentos, o empate parecia iminente. Arthur Elias reagiu com substituições: Adriana, do Orlando Pride (EUA), entrou no lugar de Bia Zaneratto, trazendo mais experiência ao meio-campo.
A virada no placar veio aos 33 minutos do segundo tempo (78' no total). Tainá Maranhão foi derrubada dentro da área por Emily Flores (que entrou no intervalo pela Costa Rica), e a árbitra marcou pênalti. Adriana cobrou com perfeição no ângulo direito, sem chances para Solera: 4 a 2. Foi o gol que acalmou os ânimos e devolveu o controle ao Brasil. Nos acréscimos, aos 90+2', o golpe final: Adriana lançou Jheniffer na área, e a atacante concluiu de primeira para seu segundo gol na partida: 5 a 2. O Brasil terminou com 35 chutes a gol contra 5 das adversárias, 14 deles no alvo, destacando a superioridade ofensiva.
Análise: Destaques, Falhas e Lições Aprendidas: Tainá Maranhão foi a grande estrela da noite, com um gol, uma assistência e o pênalti sofrido. Sua velocidade pela esquerda desmontou a defesa costarriquenha, confirmando por que é uma das promessas do futebol feminino brasileiro. Jheniffer, com dois gols, reforçou sua posição como artilheira confiável, enquanto Kerolin e Adriana mostraram classe em momentos decisivos.
Defensivamente, porém, o Brasil deixou a desejar no segundo tempo. Thaís Lima, apesar da estreia promissora, cometeu erros cruciais nos gols sofridos – um lembrete de que a juventude precisa de tempo para maturar. Arthur Elias, em entrevista pós-jogo à CBF TV, comentou: "Foi uma vitória importante para iniciar o ano, mas precisamos corrigir esses lapsos defensivos. O talento ofensivo é inegável, mas a consistência é chave para grandes torneios."Pela Costa Rica, Priscila Chinchilla merece aplausos pelos dois gols, explorando bem os erros brasileiros. No entanto, a equipe da casa sofreu com a falta de posse (apenas 32,4%) e pouca criatividade no meio-campo.Estatisticamente, o jogo foi um monólogo brasileiro: 6 escanteios contra 4, 9 defesas de Solera contra 2 de Thaís Lima. O Brasil não levou cartões amarelos, mantendo a disciplina.
Conclusão: Olhando para o FuturoEssa goleada por 5 a 2 reforça o potencial da Seleção Feminina para 2026, um ano de reconstrução após Paris 2024. O próximo desafio é contra a Venezuela, em outro amistoso, no dia 3 de março, em Caracas. Arthur Elias deve usar esses jogos para testar mais jogadoras e refinar táticas.Para o futebol feminino brasileiro, vitórias como essa são essenciais para manter o momentum e inspirar novas gerações. Com talentos como Tainá e Thaís Lima, o futuro parece brilhante. Fique ligado no Baú do Futebol para mais análises e coberturas exclusivas!
Kerolin 11' Jheniffer 14', 90'+1 Tainá Maranhão 27' Adriana 80' |
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5 : 2 |
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Priscila Chinchilla 51', 66' |
| • Data: 27 de Fevereiro de 2026 |
Horário de Brasília: 21:00 hs |
Local: 22:00 hs |
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| • Competição: Sul-Americano U20 de 2026 |
Fase: Amistoso |
Grupo: # |
Rodada: # |
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| • Estádio: Alejandro Morera Soto |
Apelido: Estádio Municipal de Alajuela |
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| • Cidade: Alajuela (Costa Rica) |
Público: None |
Renda: Não Divulgada |
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| • Árbitro: Félix Mojica |
Quarta Árbitra: Não Informado |
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| • Assistente 1: Não Informado |
Assistente 2: Não Informado |
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| 16 |
|Katherine Alvarado |
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46' |
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| 09 |
|María Paula Salas |
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46' |
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| 05 |
|Valeria Del Campo |
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63' |
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| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 1 x 0 |
0 x 1 |
1 x 1 |
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Nenhuma |
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Nenhuma |
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1:0 Kerolin 11', 2:0 Jheniffer 13', 3:0 Tainá 27'/1º, 1:3 Priscila Chinchilla 5',2:3 Priscila Chinchilla 21', 4:2 Adriana 35' (Pen) e 5:2 Jheniffer 46'/2º |
Próximo Jogo 4 de Março de 2026 CT da Federação Mexicana Toluca (MEX) |
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