
Seleção Brasileira Feminina Sofre Derrota Inesperada para Venezuela em Amistoso no México
Em uma noite marcada por surpresas, adversidades e condições climáticas imprevisíveis, a Seleção Brasileira Feminina de Futebol enfrentou a Venezuela em um amistoso internacional realizado no dia 4 de março de 2026, no Mini Estádio da Federação Mexicana de Futebol, em Toluca, México. O jogo, que fazia parte da preparação das equipes para competições futuras, terminou com uma vitória da Venezuela por 2 a 1, representando um revés para o time comandado pelo técnico Arthur Elias. Apesar do esforço brasileiro no final da partida, a expulsão precoce de uma jogadora e o domínio venezuelano em boa parte do confronto foram decisivos para o resultado.
Contexto e Preparação para o Jogo:A partida contra a Venezuela era a segunda da Seleção Brasileira em 2026 sob o comando de Arthur Elias. Anteriormente, o Brasil havia goleado a Costa Rica por 5 a 2, demonstrando um ataque potente e uma defesa sólida em momentos chave. No entanto, para esse amistoso, Elias optou por fazer dez alterações no time titular, mantendo apenas Fê Palermo como starter. Essa rotatividade visava testar novas opções e dar rodagem a jogadoras menos utilizadas, especialmente considerando o calendário apertado de amistosos na Data FIFA, que incluía ainda um confronto contra o México no dia 7 de março, no Estádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México.
Do lado venezuelano, a equipe chegava motivada, buscando consolidar seu crescimento no futebol feminino sul-americano. A Vinotinto, como é conhecida, tem investido em talentos jovens e experientes, como Michelle Romero e Gabriela García, que já demonstraram capacidade de surpreender adversários mais tradicionais. O jogo em solo neutro, no México, adicionava um elemento de imprevisibilidade, com a altitude de Toluca (cerca de 2.600 metros acima do nível do mar) podendo afetar o condicionamento físico das atletas. O pontapé inicial foi dado às 18h30 no horário de Brasília (14h30 local), com transmissão ao vivo pela SporTV. As expectativas eram altas para o Brasil, que entrava como favorito, mas o futebol, como sempre, reservava surpresas.
Escalações e Formações: O Brasil entrou em campo no esquema 3-4-1-2, com: Cláudia no gol; Fê Palermo, Tarciane e Lauren na defesa; Yasmim, Ana Vitória, Maiara Niehues e Gabi Zanotti no meio-campo; Adriana como armadora; e Luany e Geyse no ataque. Era uma formação que priorizava a solidez defensiva, mas com opções de velocidade nas pontas. A Venezuela, por sua vez, adotou o 4-3-3, com ênfase em contra-ataques rápidos: o time contava com nomes como Michelle Romero, Daniuska Rodríguez, Barbara Olivieri, Gabriela García, Enyerliannys Higuera e Marianyela Jiménez, que se destacaram ao longo da partida. A arbitragem ficou a cargo de Francia Maria Gonzalez Martinez, do México.
O Primeiro Tempo: Domínio Venezuelano e Expulsão Precoce:O jogo começou equilibrado, com ambas as equipes buscando o controle da posse de bola. Aos 23 minutos, a Venezuela teve a primeira grande chance: Michelle Romero acertou o travessão em um confronto direto com a goleira Cláudia. O Brasil respondeu aos 32 minutos, quando Geyse recebeu um passe dentro da área e chutou para fora, desperdiçando uma oportunidade clara. No entanto, o momento pivotal veio aos 33 minutos. Maiara Niehues, em sua estreia pela Seleção, recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta e foi expulsa. O primeiro amarelo havia sido dado aos 23 minutos por conduta antidesportiva. A jogadora deixou o campo em lágrimas, deixando o Brasil com dez atletas pelo resto da partida. Essa inferioridade numérica desequilibrou o jogo, permitindo que a Venezuela pressionasse mais.
Nos acréscimos do primeiro tempo, a Venezuela abriu o placar. Michelle Romero tentou um cruzamento, mas a bola encobriu Cláudia e entrou no gol, fazendo 1 a 0. Antes disso, Romero ainda havia acertado a trave em outra tentativa. O intervalo chegou com o Brasil em desvantagem e precisando se reorganizar. As estatísticas do primeiro tempo refletiam o equilíbrio inicial, mas com leve superioridade venezuelana: posse de bola 46% para o Brasil contra 54% da Venezuela, e tiros totais de 2 a 8 em favor das adversárias.
Segundo Tempo: Gol Rápido, Interrupção e Reação BrasileiraMal o segundo tempo começou, e a Venezuela ampliou. Aos 49 minutos, após uma defesa de Cláudia em chute de Gabriela García, a bola sobrou para Enyerliannys Higuera, que empurrou para as redes, fazendo 2 a 0. O assist veio de Barbara Olivieri. Esse gol precoce abalou o Brasil, que lutava para se encontrar com uma a menos. Aos 53 minutos, a Venezuela substituiu Michelle Romero por G. Flórez. O Brasil respondeu com uma série de mudanças aos 62 minutos: Mariza entrou no lugar de Fê Palermo, Tamires por Yasmim, Brena por Ana Vitória, Aline Gomes por Gabi Zanotti, Kerolin por Geyse e Jaqueline por Lauren. Essas alterações injetaram energia nova ao time brasileiro.
Aos 59 minutos, Cláudia salvou um chute de Marianyela Jiménez, assistido por Gabriela García. O jogo seguia intenso, com faltas: Barbara Olivieri levou amarelo aos 65 minutos por uma entrada dura. Por volta dos 70 minutos, o confronto foi interrompido por cerca de 40 minutos devido a raios nas proximidades do estádio. Após uma pausa para aquecimento de oito minutos, o jogo foi retomado. Foi nesse momento que o Brasil mostrou resiliência. Logo após a retomada, Brena quase igualou com um chute de fora da área. Aline Gomes teve duas chances: aos 42 minutos do segundo tempo (chute por cima) e nos acréscimos (cabeçada para fora). Mas o gol veio aos 37 minutos da etapa complementar (cerca de 82 minutos totais), quando Jaqueline acertou um belo chute de fora da área, reduzindo para 2 a 1. Apesar da pressão final, o Brasil não conseguiu o empate. O apito final confirmou a vitória venezuelana.
Análise do Jogo e Desempenhos Individuais: As estatísticas gerais apontam para um domínio venezuelano: posse de bola de 64,5%, 13 chutes contra 3 do Brasil, e 9 finalizações no alvo contra nenhuma (até o momento da interrupção, mas ajustado pelo gol final). O Brasil cometeu 12 faltas contra 20 da Venezuela, com 2 offsides contra 3. Cláudia se destacou com 7 defesas, enquanto a Venezuela não precisou de nenhuma grande intervenção de sua goleira. Destaques positivos para o Brasil: Jaqueline, com o gol salvador, e Cláudia, que evitou um placar mais elástico. Geyse e Aline Gomes criaram oportunidades, mas a expulsão de Maiara Niehues foi um ponto negativo crucial, expondo fragilidades defensivas. Pelo lado da Venezuela, Michelle Romero foi a estrela, com gol e chances criadas, ao lado de Higuera e García, que formaram um ataque letal.O técnico Arthur Elias, embora sem comentários diretos pós-jogo disponíveis, certamente usará essa derrota para ajustes. O Brasil encerra a Data FIFA com uma vitória e uma derrota, destacando a necessidade de maior consistência, especialmente em jogos com adversidades como expulsões e condições climáticas.
Implicações e Olhar para o Futuro: Essa derrota para a Venezuela, uma equipe em ascensão mas historicamente inferior ao Brasil, serve como alerta para a Seleção. Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 no horizonte e competições continentais como a Copa América, o time precisa refinar sua capacidade de reação. O próximo desafio contra o México, no dia 7 de março, será uma oportunidade para redenção.Para a Venezuela, a vitória reforça seu progresso, impulsionando a confiança para futuras eliminatórias e torneios. Em resumo, o amistoso em Toluca foi um teste real de resiliência, marcado por drama, gols e uma lição valiosa para ambas as nações.
| Jacqueline 82' |
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1 : 2 |
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Michelle Romero 44' Enyerliannys Higuera 48' |
| • Data: 4 de Março de 2026 |
Horário de Brasília: 18:30 hs |
Local: 14:30 hs |
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| • Competição: Amistoso |
Fase: Amistoso |
Grupo: # |
Rodada: # |
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| • Estádio: Estádio de la Federación Mexicana |
Apelido: Não Tem |
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| • Cidade: Toluca (México) |
Público: None |
Renda: Não Divulgada |
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| • Árbitra: Francia Maria Gonzalez Martinez (MEX) |
VAR: Não Informado |
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| • Assistente 1: Não Informado |
Assistente 2: Não Informado |
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| 07 |
|Daniuska Rodríguez |
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61' |
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| 17 |
|Jaqueline Ribeiro |
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76' |
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| Nos 90' Minutos |
Prorrogação |
Penalidades |
| 1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
1º Tempo |
2º Tempo |
Final |
BRA |
ADV |
| 0 x 1 |
1 x 1 |
1 x 2 |
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Maiara Niehues 22' e 32' (BRA) Raiderlin Carrasco 29', Bárbara Olivieri 64' e Nayluisa Cáceres 88' (VEN) |
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Maiara Niehues 32' |
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1:0 Michelle Romero, 44', 2:0 'Enyerliannys Higuera, 48' e 1:2 Jaqueline 83' |
Próximo Jogo Amistoso Oficial Estádio Ciudad de los Deportes Cidade do México |
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